sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Entrevista com o Alexandre do Pato Junkie

Converso hoje com o Alexandre Mula, vocalista da banda mineira Pato Junkie, que nos conta um pouco sobre a história da banda, a cena local e sobre novos projetos. Acompanhe aí:
Alexandre Mula - Vocal do Pato Junkie.
1-O nome Pato Junkie tem alguma coisa a ver com o nome da cidade de vocês?
Alexandre - Sim, moramos em uma cidade que se chama Patos de Minas, e quando criamos à banda a gente queria mexer um pouco com a mente dos cidadãos patenses, aplicando o termo Junkie para definir um estilo de vida alternativo. O nome é um escracho a nossa cidade, dando vazão ao lado sujo, podre e desgraçado que é jogado pra debaixo do tapete. Enfim, pode ter seu lado critico e também bem humorado, essa questão varia quanto ao tema lírico que cada música leva em si.
Wellington Baiano na bateria.
2-Qual era a proposta de vocês ao formarem a banda em 2009?
Alexandre - Temos uma proposta de usar a música como uma forma de protesto contra tudo, visamos a liberdade geral. Vivemos em um mundo distorcido onde a realidade é maquiada para que tudo pareça ser belo, rico e limpo. A felicidade é demonstrada como uma forma monstruosa de consumo, onde no final das contas o homem consome a si próprio. Vimos-nos na necessidade de criar uma banda onde o principal foco fosse direcionado a contestar todos os meios através de anúncios falaciosos, promessas e falso moralismo que agem como sangue suga de toda uma nação.
Pato Junkie na II Gig Punk de João Pinheiro-MG

3-Quais eram as influências naquela época?
Alexandre - Ramones, Suicidal Tendencies, RxDxPx, Bad Brains, Crass, , Grinders, Discharge, BSB-H, Besthoven, Ulster, Amebix, Olho Seco, DxFxC, Pantera, AntiCimex, Black Flag, Exodus, Motorhead, Lobotomia, GBH, Treveet Kadet.
Max Brian no Baixo.
4-O Pato Junkie mantém a mesma formação desde o inicio ou passou por alterações?
Alexandre - A banda passou por algumas formações, tendo apenas hoje na formação original eu Alexandre (Mula) no vocal, e Wellington (Baiano) na bateria. No inicio a banda tinha como guitarrista o Diego Killchusher que hoje toca na banda Hammerthrash, que saiu da banda em 2010 por ter que dedicar mais tempo ao Hammer, em seguida chamamos um grande parceiro nosso, o Guilherme da banda Folego, para quebrar um galho até que encontrássemos o guita oficial, que pouco tempo depois encontramos um amigo das antiga que se adequava muito bem a banda, o Guilherme (Punk) que hoje é o atual guitar. Durante esse tempo tivemos o prazer de tocar com uma pessoa fundamental pra banda e que temos o maior orgulho de poder falar que ele segurou o baixo do Pato Junkie e ajudou a fundar a mesma, “Ítalo Lima” autor de grande parte das musicas que tocamos e criador do nome da banda, em 2011 o Ítalo teve que se ausentar da banda por motivos pessoais e por ter que dedicar mais tempo aos seus estudos, mas pra gente ele nunca deixará de ser um Junkie da nossa família. Enfim fechamos o quarteto com um grande camarada “Max Brian” que hoje é um irmão pra gente e manda muito bem no baixo!
Uma das primeiras formações ainda com o Ítalo.
5-Como é ter uma banda de punk rock no interior de Minas Gerais? Existe uma movimentação constante por aí? Como anda a cena local?
Alexandre - Bom, é sempre bacana tocar em eventos em Minas, achamos o pessoal daqui muito recíproco e hospitaleiro, achamos que quem faz punk rock, faz em qualquer lugar, seja em MG ou em grandes estados como SP e DF que são berços de grandes bandas de renome nacional e internacional. Por aqui na nossa cidade já se passaram grandes nomes como o TERROR REVOLUCIONARIO, MACAKONGS 2099, SLOT e mais um monte que estão sempre sendo convidadas a tocarem em gig’s por aqui. Sobre a cena, existe uma galera bacana aqui que sempre acompanha a gente e sempre comparece quando tem um bang legal, não é muito grande, mas a molecada que cola nos picos aqui, agitam pra caralho, as rodas aqui são descomunais, é muito bom quando a gente toca aqui e vê a molecada se arrebentando!!!!
Guilherme Punk é o dono da guitarra no Pato Junkie
6-A banda já gravou um EP chamado "FAÇA VC MESMO OU MORRA". Quando foi isso e quantas faixas tinha esse material?
Alexandre - O EP ‘FAÇA VC MESMO OU MORRA’ foi gravado em 2010 com apenas 2 faixas, na época a banda estava começando a ser chamada para eventos e muita gente queria conhecer um pouco do som, então a gente fez uma vaquinha e gravou as 2 musicas, sendo elas “FUCK THEM ALL” e “S.O.S PALESTINA”, não tínhamos grana pra fazer algo bem produzido, ai ganhei umas caixinhas de DVD e fizemos umas capas no xerocão mesmo, melhor isso do que ficar esperando uma gravadora tentar te bancar, por isto o titulo do cd.
Baixe AQUI as faixas de "Faça você mesmo ou morra": EP em capa de DVD doada pelos amigos.
7-A Pato Junkie já tocou em várias cidades do Brasil dividindo o palco com bandas como Condutores de Cadáveres e Sarjeta. Como foi essa experiência?
Alexandre - Sem dúvida alguma esta Gig foi uma das mais perfeitas que tivemos, dividir palco com uma das primeiras banda punx do Brasil e a renomada Sarjeta comemorando 15 anos de estrada, foi um privilegio de poucas, ver o Lendário Indião cantando a musica “CANCER” da banda Hino Mortal, foi relembrar muita coisa boa que o Pato Junkie já passou cantando esta música. E sem contar a ótima amizade que fizemos com a banda LIXO ATÔMICO.
Pato Junkie e Fábio Sarjeta no Porão Punk
8-E quais os planos agora? Algum material novo a caminho?
Alexandre - Bom, estamos ralando muito neste fim de ano, para que ano que vem seja de mais trabalho ainda, estamos preparando um material novo de publicidade e o tão esperado cd principal. Até dezembro devemos estar com o cd prensado já nas mãos que vai se chamar “PLAYBOY TEM QUE MORRER”, o álbum contara com 11 faixas inéditas e as 2 musicas do EP, já que foram poucas tiragens e muita gente ainda solicita o mesmo. Além de umas surpresinhas escondidas na mídia do cd!!! E estamos com algumas Gig’s marcadas pra lançamento do cd, entre elas estão Barretos SP, Brasília DF, Uberlândia MG e quem sabe algum convite ai em Vitoria da Conquista em.....rs!!!
Alexandre Mula a frente do Pato Junkie.
9-Valeu, o espaço é seu pra dizer o que não foi perguntado, e finalizar deixando todos os contatos da banda:
Alexandre - Bom, muito obrigado Nem tosco todo pela oportunidade de estar participando desta onda que você propaga pelo underground mostrando um pouco do nosso trabalho, precisamos de pessoas assim em todo Brasil apoiando sua cena local e dando valor a musica brasileira! Precisamos de meios como este belo trabalho que você faz para que bandas e pessoas que são engajadas no meio possam se conhecer e fazer intercâmbios, assim fortalecendo ainda mais o underground e trazendo cultura de boa qualidade pra todo país. Muito Obrigado mais uma vez! E de mensagem final deixo ‘HARDCORE, UNIÃO E RESPEITO SEMPRE’.
Contatos:
Tel. pra contato: (34) 8805-1520 ou (34) 9907-5304
Pato Junkie - SOS Palestina

Um comentário:

Jorge Ramiro disse...

Essa é a música que eu mais gosto. É a música do Brasil. Eu acho que eu conheco ao este homem que está cantando no vídeo, eu trabalho em adestramento de cachorro e eu acho que ele treinou seu cao comigo.