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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Signista lança seu novo álbum


A banda baiana Signista acaba de disponibilizar seu novo disco Signismo. O quarto álbum de estúdio, conta com 11 faixas inéditas e autorais.
Gravado de forma totalmente independente entre 2024 e 2026 no Estúdio Luart, em Vitória da Conquista, o álbum teve a engenharia de gravação de Arthur Fabiano e reúne Reno Signista (guitarras e vocais), Hard Lobo (guitarra e backing vocals), Fabião (bateria) e Edu/Pedro Lucas (baixo).


A arte da capa é uma obra do artista plástico e músico baiano Zeca Metal, nascido em Feira de Santana, mas morador de Conquista há muitos anos. Com Signismo, a Signista reafirma sua identidade e sua trajetória na produção musical independente da Bahia se consolidando também como uma das mais importantes do cenário conquistense.

Signista: Reno, Diegão, Lobo e Fabião

Reno, vocalista e guitarrista da banda, falou sobre a expectativa deste novo lançamento. "A expectativa é que a gente alcance mais pessoas, que ainda não conhecem o som da banda. E a galera, que é fã mesmo, tava esperando bem ansiosa por esse álbum".
A banda prepara um show de lançamento, mas enquanto não definem data e local, a Signista irá fazer uma participação em um show no dia 24, ainda também sem definição de local, mas com as bandas Autolesão, Princípio Ativo, Há Vida em Marte e Rust Tape.
Em breve novas informações aqui no blog!

Contato:


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

3 bandas baianas que prometem novo álbum para 2026

 


Estou de volta para falar sobre bandas baianas que estão em processo de composição de seus discos (sou antigo, sempre vou falar "disco", mas pode ser álbum também).

Pra começar, acho de suma importância o registro histórico de uma época através dos discos, para que uma cena se estabeleça e perdure por muitos anos. Dito isso, vamos ao que interessa!

Hoje trago aqui 3 bandas baianas, de Conquista, que têm investido no som autoral, fazendo shows, disceminando suas ideias através da música, seja ela, punk, hardcore, rock, pop ou como você queira denominar ou rotular.

1-Signista

Signista é Lobbo, Fábio e Reno.
Formada em 2008, a Signista é uma banda de Vitória da Conquista. A história recente da Signista tem sido movimentada por mudanças de formação e desabafos nas redes de Reno, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, sobre os desafios de se viver de música. E para a surpresa de todos os fãs, a banda anunciou um hiato por tempo indeterminado. No que parecia o fim de um ciclo, a banda gravou o seu 4º álbum de estúdio, intitulado Signismo.

Em meio a tudo isso surgiram postagens nas redes oficiais do grupo intituladas Signista na Obra, que mostrava a realidade e os perrengues de bastidores da banda, incluindo a busca por um novo baixista para conseguir dar continuidade aos trabalhos e apresentações programadas.

Apesar dessas idas e vindas, a Signista se mostrou um nome respeitado na cidade, com um grande número de fãs e com composições intensas e muita energia nos palcos.

E é aí que vamos falar do próximo disco intitulado Signismo. Conversei com Reno sobre como anda o projeto e ele disse que lançaram dois singles. "O Pai do Grunge é uma música que tinha funcionado ao vivo, a gente tocando nos shows. Ela não ia ser a música que a gente ia lançar o primeiro single do álbum, ia ser outra música. Mas como o pessoal começou a ouvir nos eventos, começou a perguntar dela e a gente falou; vamos lançar essa! Até porque ela também é uma música mais fácil e rápida. Com a introdução mais curta."


Depois do primeiro single, a Signista lançou a faixa "Borboletas". A música é uma homenagem póstuma ao Palhaço Pinote, um figura muito conhecida em Conquista e região. Sobre isso, Reno disse que "Borboletas que seria o primeiro single. Porque ela tem algumas partes que são poesias de Pinote, que eu adaptei na letra. Ela tem uma questão social também, sobre a negligência médica nos hospitais públicos."

Só para contextualizar o que Reno disse, Pinote teve um problema de saúde e foi levado ao hospital, onde, supostamente, sofreu negligência no atendimento, vindo a falecer.


Sobre a sonoridade da música Borboletas, Reno esclarece que é uma faixa que tem "o apelo mais rock'n'roll, sem ser aquela coisa de Spotify que você já tem que começar logo com o refrão. As músicas não podem ter uma introdução, que a galera já pula a faixa. Então essa daí já é para ir contra total esse sistema novo que o pessoal implanta no mercado da música!" E complementa falando; "o álbum sai dia 25 de setembro, né, nome do álbum Signismo, 11 faixas! É isso. Valeu aí, velho!"

Então, acompanhe a banda que no dia 25 de setembro tem disco novo da Signista!

Contatos: Instagram.com/signista_band


2-Rural 64

Primeira coisa que pensei quando vi esse nome, foi de onde tiraram. Sobre isso, Hudson Simões, vocalista da banda disse que "a Rural é um carro do Ano de 1964 que fica estacionado no local de ensaio e com isso tornou-se o nome da banda." A Rural 64 tem se destacado na cena conquistense pelo show animado, com bastante influência do Hardcore, do Punk e do Rap, Ser autoral é algo também que tem chamado a atenção.

Desde 2014 existindo e resistindo em Vitória da Conquista-Ba, a R64 conta com dois álbuns lançados e está prestes a lançar o terceiro e mais recente Qual foi, cabeça?

Com a arte da capa idealizada por Cássio Bruno e arte final por Hudson, O disco vai ficar disponível em todas as plataformas digitais, inclusive no YouTube no canal da banda @rural64. Segundo Hudson "o álbum sai agora dia 28 de agosto." Perguntado sobre a produção do disco, Hudson disse que "a concepção do álbum começou de forma muito orgânica a partir do grande fluxo de composições da banda. Todos os integrantes escrevem bastante e as ideias ganham forma durante os ensaios, mas o excesso de material trouxe o desafio de como viabilizar e bancar financeiramente a gravação de tantas faixas em estúdio tradicional."

Aí entra o velho lema do punk: "faça você mesmo"! Hudson disse que com "a facilidade de integrantes com softwares de áudio, edição e mixagem, passaram a gravar de forma caseira, unindo os equipamentos que cada um tinha, como computador, interface de áudio, microfone e fone de ouvido."

Banda Rural 64 é Hudson, Hugo, Cássio, Allan e Pablo.
Ainda sobre a concepção do novo disco, Hudson disse que "para amadurecer o processo, movimentar as redes e entender a recepção do público, foi traçada uma estratégia de lançamentos que durou cerca de seis meses. Nesse período, saíram dois singles oficiais que fazem parte do disco, "Chinelo" e "Bota Pra Quebrar."

Sobre o conteúdo das letras, Hudson diz que "a maioria das composições gira em torno da saúde mental, abordando ansiedade, depressão e o peso de viver sob extrema exploração do capitalismo. As letras também retratam as vivências do cotidiano, a rotina cansativa e a pressão das longas jornadas de trabalho, equilibrando críticas sociais e reflexões pessoais."

O disco Qual foi, cabeça? terá ainda uma participação especial de Rodrigo (Decairu), Ex-vocalista da banda Dona Iracema e atualmente da banda PREÁ. Ele participou de duas músicas, Gestão árdua e Quebramola.

Inicialmente o disco teria 12 faixas, mas segundo Hudson "em uma brincadeira entre dois dos integrantes durante um ensaio, surge a faixa “Vai tomar no seu botão”, que fez com que todos concordassem que ela teria que estar no álbum, fechando em 13 faixas."

Siga a Rural 64 e fique ligado no lançamento do dia 28 de agosto!

Contatos: Instagram.com/banda_rural64


3-Escravos da Merenda

Formada em 2013, em Conquista, a Escravos da Merenda conta hoje com Ed Goma, no baixo e vocais, Lázaro Amaral na guitarra e Joanderson Felix na bateria. A irreverência a gente vê logo no nome. E nos shows também, onde a banda conta com a participação do público na distribuição da merenda! Quem nunca foi pra escola só pra comer a merenda, não sabe o que é sofrimento! "Pão, biscoito ou mingau?"

Com uma rede de fãs já consolidada em Vitória da Conquista, a banda já tocou nos principais festivais da região como o Point do Rock, Agosto de Rock e Festival Conquista Punk Rock. O grupo já tocou em outras cidades da região como Poções, Itapetinga e também na capital Salvador.

Escravos da Merenda tocando em Salvador

A Escravos da Merenda também já lançou um disco homônimo em 2023, com 11 faixas. Músicas como Escravo da merenda, Alfazema e Paloma é uma punk são cantadas como hinos pelos fãs nos shows!

Em 2026 a banda promete um novo disco intitulado “Eu vim pra merendar”. Conversei com Ed Goma que disse que "O disco foi feito da forma mais simples que vejo hoje em dia, uma gravação ao vivo, sem metrônomo, de forma direta entre junho de 2025 e agosto de 2026." 

Sobre o que se esperar desse novo trabalho, Goma disse que o álbum "conta com 11 canções autorais, baseadas na conjuntura político-social, assuntos pessoais, homenagens, memorias e resenhas da vida cotidiana. A maioria das músicas de minha autoria, mais tem três em parcerias e também algumas participações especiais."

Lázaro Amaral, Ed Goma e Joanderson Felix.

Gravado uma parte no Estudio Drakkar e outra no Estudio Rebetika, o disco já está em fase de mixagem, com previsão de lançamento digital pra outubro ou novembro de 2026.

Ed Goma finaliza dizendo que "Mantendo a estética escolar e merendistica, o álbum será intitulado “Eu vim pra merendar”. Destaque para as faixas, Caminho de Rato, MEC Man, Viagem Perdida e Foi Preciso Internar."

Acompanhe as redes sociais da Escravos da Merenda e fique por dentro das novidades!

Contatos: Instagram.com/escravosdamerenda


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Posso falar de um disco lançado ano passado? #2

Em 2016 eu apresentei uma matéria com esse mesmo nome, que falava sobre um disco lançado em 2015 pela banda Signista, daqui de Vitória da Conquista. Outro dia, conversando com meu amigo/professor Caio Snake, ele me falou de um disco que foi lançado ano passado, pela banda Social Freak, também daqui da cidade. E a gente falou sobre esse lance de algumas bandas não conseguirem essa visibilidade necessária para um lançamento de um disco, por vários fatores, que não vem aqui ao caso citar ou julgar.
Então Caio fez essa resenha do disco Enslaving Your Empty Soul, da banda conquistense Social Freak. Se ligue e ouça!
Social Freak-Foto por Arthur Fabiano

Por: Caio Snake

Enslaving Your Empty Soul é o primeiro album de estúdio da banda SOCIAL FREAK. Contendo 9 faixas autorais o CD é arrebatador. Um trabalho honesto capaz de por à mostra emoções densas embaladas pelo que há de melhor no rock'n'roll: identidade e atitude!
Da cidade de Vitória da Conquista, Bahia, esse grupo encarna o que há de mais melancólico, pesado e melódico da herança grunge de Seattle. Yhalú Martins com sua voz soando ora como Layne Staley, ora lembrando Chris Cornell e acompanhado por Igor Gabriel e Leonardo Araújo nas guitarristas, Danilo Dantas no baixo e Duda na bateria oferecem a medida equilibrada (ou seria desequilibrada!?) da expressão de tantas sentimentalidades.
Abrindo o álbum a música Disease explode com uma levada Stoner e apresenta na lírica o perfil da banda, suas motivações e sobre como a sociedade os enxerga, muitas vezes com preconceito e outras vezes com temeridade. Uma pancada! Assista o clipe abaixo.
Na sequência vem Calm and Suffering com uma introdução suave e melodiosa retratando a contradição entre ser melancólico e, ao mesmo tempo, buscar equilíbrio discernindo sobre o real e a loucura. A música oscila com passagens calmas e distorções furiosas.
Em seguida Waiting for The Sun reflete sobre a esperança nossa de cada dia em meio a tantos desafios no mundo atual. Sonzeira inspirada que te leva pra uma viagem em busca de um mundo melhor.
E.Y.E.S traz uma levada intimista e trata da crueldade que a depressão promove nos indivíduos e sobre o quão importante é a empatia, ou seja, sobre a urgência de ver a vida através do olhar do deprimido para sentir com e como ele. Mais uma pérola de riffs criadas pelos caras.
Depois da pancada vem a calmaria (será?), You Are Killing Me desabafa sobre sentimentos de posse e ao mesmo tempo de culpa por sentir amor demais por outra pessoa. Essa música não é exatamente calma, é uma balada de peso que rasga sentimentos que muitas vezes não conseguimos controlar.
Don't Pay Attention on Us vem na pegada da banda Rage Again the Machine e traz uma crítica politizada da sociedade e seus sistemas de opressão e alienação. Um grito furioso e cheio de groove de quem sacou as engrenagens da "Matrix".
Eis que surge Don't Cry descrevendo a trágica condição de um homem convocado pra guerra enquanto mulher e filho em desespero imploram ao Destino que cesse o conflito. Sonzeira!
Então somos surpreendidos por A Letter to My Mom. Introdução acústica descrevendo a situação de um jovem rapaz pedindo perdão à sua mãe por ter sido preso. Preso injustamente e assassinado no cárcere. Uma trágica história real convertida em obra-manifesto por esse talentoso grupo. Música tocante com solos extremamente inspirados.
Pra fechar esse primeiro full da banda vem a faixa The Last Vision que aborda a dualidade provocada por uma mente perturbada pela depressão na busca de saídas e caminhos em meio às trincheiras existenciais. Música transbordando emoções e dilemas provocados pela condição de estar vivo.
Em resumo: Grunge, Blues e Metal se fundem nessa obra para dar vida à uma sonoridade ímpar embaladas por melodias sedutoras que adornam uma lírica sensivelmente orgânica. 
APOIE o Underground. APOIE as bandas. Adquira os CDs e materiais.

Contatos:
banda.social.freak@gmail.com
Instagram:
@socialfreakoficial
Produção - Arthur Fabiano
Arranjos e melodias - Social Freak
Harmonias e letras - Social Freak
Arte e fotografia - Arthur Fabiano
Design e montagem de fotografias/arte final - Igor Gabriel
Design da capa/contra-capa e layout - Igor Gabriel


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Posso falar de um disco lançado ano passado?

Ontem eu peguei um CD da banda Signista, daqui de Conquista, para escutar. Se chama "Besouro Cibernético" e foi lançado no meio do ano passado. Eu tinha escutado ele algumas vezes na época do lançamento. Sempre fui fã da Signista, mas só ontem que eu percebi a importância dessa gravação para a cena rock de Vitória da Conquista. A relevância desse CD eu deixei passar batido na primeira audição, não prestei atenção. Talvez eu tenha me prendido a principal influência da banda, que é o grunge do Nirvana. Essa influência é inegável, desde o timbre de alguns instrumentos, até a forma de começar uma música ou outra.
Ouvindo com mais calma, percebi que não é só grunge, o "Besouro Cibernético" tem tanta coisa que num primeiro momento a gente não consegue perceber/ouvir. E ontem eu consegui entender a proposta da Signista. Por isso eu trago aqui essa entrevista, para compensar essa minha falta de sensibilidade na época, e também para fazer justiça a esses caras que, assim como outras bandas fizeram história na cena rock local, algum dia alguém vai colocar o nome da Signista no meio disso tudo!
E pra falar mais sobre o disco, conversei com Renno Siqueira, vocalista e um dos principais responsáveis pela produção do "Besouro Cibernético". Se ligue e não deixe de baixar o CD!
BAIXE "BESOURO CIBERNÉTICO" - SIGNISTA
O "Besouro Cibernético" foi o primeiro CD da Signista?
Renno - Não, ele foi o segundo. O primeiro foi o "Voltando de Mercúrio" de 2012.

Tem o "Voltando de Mercúrio" na net pra galera ouvir?
Renno - A divulgação foi das antiga mesmo, dando o CD para as pessoas nos shows. Mas tem umas faixas no YouTube. Não todas.

POEMA FANTASMA - FAIXA DO CD "VOLTANDO DE MERCÚRIO".
Escutando hoje o Besouro Cibernético, não tenho dúvida nenhuma em dizer que é um dos melhores cds que já ouvi de uma banda de Conquista. Mas pouco se falou sobre ele por aqui. O que aconteceu?
Renno - Fizemos uma divulgação tímida.

AMIZADE COLORIDA - FAIXA DO "BESOURO CIBERNÉTICO"
No "Besouro Cibernético", é evidente a influência do grunge, principalmente do Nirvana. Mas ouvindo aqui, a gente percebe outras coisas. O que mais a galera pode ouvir nesse CD?
Renno - Um pouco de Oasis e Pearl Jam e uma pitada de hardcore.

Era onde eu queria chegar. Apesar da principal influência ser o grunge, vocês passeiam por várias vertentes do rock, sem soar forçado, misturando música regional com hardcore (na música Maria Lampião). Em outros momentos já surge uma balada (na faixa o homem sem reflexo). Na minha medíocre opinião, vocês fazem essa transição entre os estilos de forma leve e verdadeira. Você acha que talvez essa mistura de vários elementos do rock tenha se tornado um obstáculo na receptividade do disco por parte do público?
Renno - Talvez sim pra alguma parte do público. Tipo assim...tem bandas que se dão bem em fazer um som mais misturado pelo fato de ouvir muitos estilos e buscar sintetizar isso em um disco. O Nirvana fazia isso muito bem com músicas agressivas e outra hora era uma balada, e até músicas bem calminhas, que pra alguns estava fora da proposta punk rock do Nirvana no início.

UM SIGLE DE 2013
O Nirvana fez isso mesmo, eles ouviam de Beatles a Sex Pistols, de PJ Harvey a David Bowie e Sonic Youth, então era como um monte de fruta em um liquidificador. E no início, o público também não assimilou muito isso. Você acha que em Conquista faltou esse conhecimento musical, antes das pessoas simplesmente rotularem vocês com uma banda "grunge"?
Renno - Acho que não...o fato de nos rotularem grunges foi muito por conta de tocar bastante Nirvana nos shows e já ter feito shows como Nirvana cover.
RENNO - SIGNISTA
E qual os seus planos daqui pra frente?
Renno - Arrumar um trampo de carteira assinada e formar outra banda com outro nome.

Signista acabou então?
Renno - A banda tá parada, mas com possibilidade de voltar.

Você gasta dinheiro pra manter a banda, e no final, não tem o devido reconhecimento. Como é sua relação com o rock?
Renno - Eu ouço rock todos os dias e crio riffs praticamente toda semana. Eu acredito que o rock tá muito forte na minha mente e nas minhas atitudes, e assim que tiver grana vou investir mais ainda no rock. Mesmo não tendo muito reconhecimento, vou sempre ter um material pra lançar sozinho ou com banda, sem tirar onda, eu entro num estúdio e gravo todos os instrumentos super de boa.

Foi você que gravou todos os instrumentos do "Besouro Cibernético"?
Renno - Não. Gravei guitarras e vozes e defini toda linha de bateria para o baterista que gravou, pois na verdade sou um daqueles bateristas que resolveu tocar e cantar, tipo Dave Grohl.
LÉO SOARES, LELEO NOBRE E RENNO GRAVARAM O "BESOURO CIBERNÉTICO"
Quero pedir desculpa por não ter dado espaço ao "Besouro Cibernético" na época do seu lançamento. Eu até escutei o disco, mas não com a devida atenção como escutei hoje. Por isso eu quis falar sobre ele, mesmo sendo mais de um ano depois. Disco bom é assim, o tempo passa e ele continua atual e interessante. O espaço é seu!
Renno - Só tenho a agradecer mesmo. E fico feliz que após um ano de lançado ele seja considerado um disco atual e não descartável. E vindo do vocalista do Cama de Jornal, que acompanho desde que eu comecei ouvir rock, é uma grande satisfação, não só pra mim, mas também para meus amigos que fizeram parte da construção desse disco.
Renno - vocal e guitarras
Leleo Nobre - Baixo
Léo Soares - Bateria e Produção de Arranjos
CONTATOS:
Renno Siqueira
WhatsApp 77-99203-6736
email: rennosignista@gmail.com
Telefone 77-98828-7870

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Banda Old Stove lança segundo disco

O Blog Tosco Todo surgiu com a proposta de divulgar bandas de punk, hardcore, crossover e outros gêneros do underground, que não tem espaço na mídia "comercial". Só que hoje, vou falar aqui com uma banda que não é punk, nem hardcore, muito menos crossover, mas é uma banda independente, que organiza seus próprios shows, produz seus próprios discos, agenda suas próprias turnês. Então conheça a Old Stove, eles fazem tudo isso de forma independente e não tem porque não abrir espaço para a divulgação do novo disco deles!
Old Stove é: Oscar (Bateria), João (Guitarra e voz) e Marcela (Baixo).
Vamos começar com uma "provocação"...O Blog Tosco Todo é essencialmente de divulgação de bandas de punk, hardcore, crossover, isso todo mundo sabe. Vocês não fazem nenhum desses estilos. Porque vocês acham que eu dei esse espaço para a Old Stove?
Old Stove - Bom, se seu trabalho é sério, você vai querer trabalhar com gente séria. Nosso som não tem "oba oba", não tem pegação e nenhum tipo de apologia ao declínio da sociedade. Na verdade, estamos lisonjeados por ter nos procurado, pois ficamos felizes quando gente séria nos procura pra saber sobre nosso trabalho.

Quando surgiu a banda?
Old Stove - Surgiu em 2010, com ideias bem antigas de João, o vocalista e guitarrista, em pareceria com um velho amigo, o escritor e poeta Charles Ribeiro (Querino), com quem aprendeu a tocar violão e assina as letras da banda, antes de ir morar em Aracaju-SE, onde formou a banda com amigos e por 5 anos tentou. Em 2015, cansado da ideologia do cover e vendo suas músicas não saírem do papel, decidiu acabar com o projeto e voltar à cidade natal, Vitória da Conquista, para aquela velha vida de servente (escravo). Quando reencontrou Marcela Dias, que se revelou baixista, reviveram o projeto. A partir daí, deixou de ser projeto e fomos logo gravar o primeiro disco, pois as composições já estavam prontas, precisando apenas de finalização. Depois de passar por várias tentativas com bateristas, estamos contando agora com Oscar Sampaio.

E a pergunta clássica: De onde veio esse nome?
Old Stove - Veio do que sobrou de ideias de nomes para uma banda antiga com os parceiros Ralph, Nilson Júnior e Kleber Matos, a Mouldy Pulp, que fazia uma zuada grunge na cidade.Old Stove, seria o nome dessa banda. A ideia veio de Ralph, com outros nomes que não recordamos.
 Ouça o primeiro disco da Old Stove
Recentemente foi lançado o segundo disco da banda intitulado "Parallel Lines". Como foi a produção desse material?
Old Stove - A produção foi totalmente independente e caseira. Com um mínimo de recursos possíveis, do jeito "estude e faça você mesmo".
 Ouça o lançamento: Parallel Lines - 2016

Vocês já tocaram em vários lugares do Brasil. Fale pra gente por onde a banda já passou e como tem sido a receptividade do público?
Old Stove - Bom, nossa primeira turnê foi no lançamento do primeiro disco, passando por três cidades do nordeste: Salvador, Alagoinhas e Camaçari; onde tivemos boa recepção e pelo Sudeste, passando por Belo Horizonte e pela capital Paulistana. Vale ressaltar, que em São Paulo, principalmente, o público foi ao show conhecer o trabalho da banda como um todo com o único objetivo de assistir o show e nada mais. Foi a melhor recepção, em relação a público, que tivemos. Inclusive, percebemos que algumas pessoas já conheciam as músicas.

Quais os planos a partir de agora?
Old Stove - Continuar com os trabalhos como se estivéssemos começando do zero. Sempre com o mesmo objetivo, fazer o que nascemos pra fazer: ROCK! Da forma mais sincera possível, como deve ser feita. Sairemos em turnê numa Kombi juntamente com a Quarto Astral de Recife-PE em julho. Serão 15 dias de Shows pelo Sul e Sudeste do país, o primeiro será dia 01/07 aqui em Vitória da Conquista.
Quero agradecer a atenção, e em relação a "provocação' do início da entrevista, quero dizer que a partir de hoje, depois de conhecer mais sobre vocês, de ter ido em um show, sabendo das correrias, a luta em fazer música independente organizando as próprias turnês, esse espaço estará sempre aberto para TODAS as bandas que fazem um trabalho verdadeiro e sincero como a Old Stove! O espaço é de vocês então:
Old Stove - A gente que agradece a oportunidade de falar sobre nosso trabalho e gostaríamos de deixar uma mensagem para quem quer viver de Arte; Sejam sinceros com a sua arte, ela faz parte de vocês, não use dessa arte para objetivos fúteis, isso é um grande desrespeito. Não espere pelo tal "sucesso", não é algo que valha a pena buscar. Com trabalho e dedicação as coisas simplesmente acontecem.

CONTATOS: