O duo punk rock baiano Pastel de Miolos prepara uma turnê. Intitulada "Sauna Punk Rock Tour 2019", mais uma vez contará com uma parceria Brasil/Finlândia, com as bandas BLIZZARD OF OZZMOND (Helsinque/FIN, punk rock) e BLUEINTHEFACE (Helsinque/FIN, rock punk pop). A turnê passará por várias cidades do Nordeste brasileiro, incluindo os estados da Bahia, Ceará e Paraíba. Com início previsto para o dia 19 de Setembro, as bandas estão na estrada até o dia 6 de Outubro, com um total de 15 shows, além de dias dedicados a gravações em estúdio.
Saiba mais sobre as bandas:
BLIZZARD OF OZZMOND (Helsinque/FIN, punk rock)
Quando UM já é muito, imagine com TRÊS! Ozzmond tocou como artista solo por 8 anos. Agora é hora de encarar a batida das melodias punk rock como uma banda.
Harmond (bateria) é uma estrela convidada da Blueintheface, uma banda que fez/faz grandes shows em todo o mundo há mais de 15 anos. Demond (baixo) é um músico de grande alcance que tocou com as principais bandas punk da Finlândia e da Europa.
Esta combinação é perfeita e louca o suficiente para transformar o punk acústico em um punk rock eletrizante, potente e alegre. - Um som com um ângulo de como florescer, e como cuidar de um mundo cada vez mais idiota e egoísta. Enquanto tivermos esperança, temos a chance de tentar trabalhar, nos reunir e esquecer nossas preocupações com um sorriso distorcido e um pouco de punk shalala.
Mas espere, o que é punk shalala? Você verá!
BOO é um power trio punk rock:
Ozzmond - vocalista & guitarrista
Harmond - baterista
Demond – baixista
BLUEINTHEFACE (Helsinque/FIN, rock punk pop rock)
Formada em 2001 na Capital da Finlândia, a BLUEINTHEFACE é uma banda de rock'n'roll visceral com uma vocalista feroz e performática.
A personalidade sonora origina-se dos vários gostos dos membros da banda, originalmente soava como uma "adega punk", mas com o passar do tempo, eles se propagaram em direção ao rock, enquanto absorveram sabores do heavy metal e flertaram com o pop, gerando uma massa sonora explosiva.
Difícil ficar parado durante as apresentações da banda, suas performances enérgicas vai garantir a dança, a roda de pogo e o bate cabeça!
Eles já fizeram muitas turnês pela Europa e em 2015 visitaram o Brasil para uma turnê de 15 dias com os punk’s baiano do Pastel De Miolos e estão retornando em 2019 para um novo giro por várias cidades do nordeste brasileiro.
Enni - vocalista
Kimmo - baixista, backing vocal
Harri - baterista
Janne - guitarrista
Noora - tecladista
Onni Ozzmond - guitarrista convidado
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Novo álbum "Good Vive/Sense of Danger" lançado em agosto de 2018, nos formatos digital, cassete e vinil.
PASTEL DE MIOLOS (Lauro de Freitas/BA, punk rock hardcore)
A PDM começou em 1995 como um trio, mas desde 2016 perceberam que a bateria e o baixo são tudo que eles precisam para fazer punk rock. Andre PDM no baixo/vocal e Wilson PDM na bateria/backing vocal irá criar o caos perfeito para os mosh pits em todos os lugares. Seu recente álbum "Reação!" foi lançado em 2017, é o 1º álbum de punk rock brasileiro com formação baixo/bateria e contém 16 explosões de punk rock/hardcore. Em 2018, durante a turnê Européia, a dupla gravou 3 músicas que saiu em formado EP pelo Selo Finlândes Herttoniemen Savuttomat Kasvissyöjät Records e distribuído no Brasil pela “Trinca de Selos” e pela Relutância Records.
A banda já percorreu o Brasil tocando em vários festivais e em 2018 regressaram à Europa após a "Punk Rock World Cup Tour 2014” para sua 2ª turnê Europeia. Foram 15 shows por 9 países (Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Suiça, Alemanha).
A banda punk rock baiana Pastel de Miolos estará pela segunda vez em turnê pela Europa. A primeira depois da nova formação em duo. A turnê "BRA-FIN: Punk Rock World Cup - European Tour 2018" vai acontecer em 7 países: Finlândia, Polônia, República Tcheca, Alemanha, Letônia, Eslováquia e Estônia entre 17 de agosto e 2 de setembro.
Segundo Wilson, baterista da banda, "A primeira turnê Europeia foi em 2014, no período da Copa do Mundo de Futebol, e por isso foi nomeada “BRA-FIN: PUNK ROCK WORLD CUP TOUR 2014” e foram 11 shows em 11 dias, por 5 países (Finlândia, Letônia, Estônia, Lituânia, Polônia), foi uma experiência única, tocamos em clubes que o Cólera, Rattus, Tervett kadet, Lama, Rystetit e outros nomes do punk rock mundial tocaram, o punk finlandês sempre foi uma referência muito forte no nosso trabalho e nos vimos lá, simplesmente “surreal”. Essa segunda, ocorrerá também em ano de Copa do Mundo, e leva o mesmo nome da anterior, o lance do BRA-FIN significa evidentemente Brasil x Finlândia, uma alusão a forma que é apresentado o placar nos jogos, e decidimos manter o mesmo nome, pra criar uma identidade e também se valer do nome, a questão marqueteira da copa, hehehehe. Essa também gera uma expectativa boa, vamos fazer mais 3 países diferentes, serão 7 dessa vez (Finlândia, Letônia, Estônia, Eslováquia, República Tcheca, Polônia, Alemanha) e a maioria das cidades, diferentes da anterior em países que já havíamos tocado, vamos preparados, sabemos que será uma maratona de shows, serão 15 e mais 1 dia em um estúdio gravando material novo para um futuro EP. Pra gente será como se fosse a primeira, afinal de contas, estamos no novo formato “duo”. Ficaremos média de 23 dias, vamos rever nossos amigos da BLUEINTHEFACE e OZZMOND, cairemos na estrada durante 23 dias, 3 bandas bandas numa van, aquela velha rotina de descarregar, tocar, carregar a van de volta e cair na estrada, acho que toda banda sonha com isso, e nós estamos realizando esse sonho mais uma vez, vai ser longo, mas com certeza será bem proveitoso e voltaremos com uma bagagem cheia de histórias e experiências que com certeza marcarão nossas vidas."
A Pastel De Miolos terá a companhia dos Finlandeses da Blueintheface e Ozzmond. Três bandas, juntas, para demolir as estruturas carcomidas do velho continente com atitude e punk rock no volume máximo. Na bagagem, A PDM leva o novo CD "Reação!" e a formação DUO PUNK (baixo e bateria) com o mesmo peso e rebeldia de sempre.
A "Reação!" vai invadir o mundo.
TOUR DATES:
17/8_Helsinki - FINLAND 18/8_Bar Zoom, Hyvinkää - FINLAND 19/8_Maanalainen, Tampere - FINLAND 21/8_PDM at East Sound Studios (Musatuottaja), Helsinki - FINLAND 22/8_Lepakkomies, Helsinki - FINLAND 23/8_Fontaine Palace, Liepaja - LATVIA 24/8_Przychodnia Skłot, Warszawa - POLAND 25/8_Rote Insel, Berlin - GERMANY 26/8_Horazdovice - CZECH REPUBLIC 27/8_TBA 28/8_Hajovna Zilina - SLOVAKIA 29/8_Cult Club, Banská Bystrica - SLOVAKIA 30/8_Protestacja, Lodz - POLAND 31/8_TBA 01/9_DEPO, Riga - LATVIA 02/9_Tallinn/Tartu – ESTÓNIA
A Pastel de Miolos é uma banda de punk rock baiana, da cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. Desde os seus primórdios em 1995, quase sempre foi um Power Trio com baixo, guitarra e bateria. Com a saída de Alisson Lima (guitarra/voz), até então um dos seus principais músicos, a banda teve que se reinventar para seguir em frente. E continuam em ação, ou promovendo a reação, com um novo CD.
Reação, segundo a definição do dicionário, é um substantivo feminino, ação ou efeito de reagir, uma ação contrária a outra, mas ocasionada por ela.
Reagir é se inserir no tempo presente sem fugas. Se o rock traz a marca da contestação, afirmando-se como lugar e voz da juventude por excelência, o punk rock eleva o tom da voz, eletriza o ar com fúria, indignação, vigor, coragem. Postura adotada pela Pastel de Miolos.
A PDM já vinha se apresentando em uma série de shows em Salvador e outras cidades, inclusive tocaram já com essa formação aqui no evento Conquista Underground, organizado por esse tosco que aqui escreve.
Reação! é o 5º álbum da banda, o primeiro da dupla André PDM (baixo/vocal) e Wilson PDM (bateria/backing vocal) e também, o primeiro disco de punk rock gravado no Brasil por um duo com formação baixo e bateria.
André e Wilson - Pastel de Miolos
Em Reação a PDM vem mais suja e direta. São 16 sons rápidos, pesados e agressivos. A Pastel vem também com a proposta de mostrar em CD o mesmo que poderá mostrar ao vivo. Nesse novo trabalho a banda contou com a colaboração de vários parceiros na preparação das letras, como Tony Lopes, Lima Trindade, Sandro Ornellas e Bidido.
Gravado no segundo semestre de 2017 no estúdio Caverna do Som, com produção de Irmão Carlos, o CD teve a mixagem e masterização feita no East Sound Studios em Helsinque, na Finlândia por Pekka Laine. A parte gráfica do material ficou por conta de Edu Revolback (Questions), Bruno Aziz e Ilsom Barros (Zefirina Bomba). Como eles dizem na música "Not Dead"; " Vocês aí podem não acreditar, se depender de nós o punk nunca vai morrer!" Dá o play!
No Inicio do mês entrevistei Álisson, ex-vocalista e guitarrista da banda de Punk HC baiana Pastel de Miolos, que havia anunciado a sua saída da banda. Hoje converso com Wilson, baterista, que nos conta mais sobre essa mudança e também sobre o futuro da PDM, que a partir de agora será um Duo, só com Bateria e Baixo. Ficou curioso? Se ligue na conversa aí!
Wilson - Baterista da Pastel de Miolos
Semanas atrás fiz uma entrevista com Alisson sobre a saída da Pastel de Miolos. Ele falou que não estava mais feliz fazendo o que fazia na banda. Ontem vocês soltaram um release falando que a saída dele foi um golpe para a PDM. Ele nunca havia conversado sobre essa insatisfação e da possibilidade de um dia deixar a banda? Fale mais sobre isso.
Wilson - Cara, o termo golpe utilizado no release foi para descrever o fato de ter acontecido de surpresa. O motivo da saída dele foi o que realmente ele descreveu na entrevista que você citou. Nunca conversamos sobre a saída dele, fizemos a turnê Europeia (2014) e foi muito divertida. Rolou estresse, coisa normal de está longe de casa, longe da família, o cansaço do dia a dia de uma turnê, mas rolou legal, tanto que na volta da turnê mantivemos a mesma rotina de ensaios, shows. Chegamos até a pré produzir o que seria o próximo álbum, compomos umas 8 a 10 músicas novas.
Mas essa mudança e desgaste começou mesmo em março de 2015, durante a "Sauna Punk Rock Tour 2015", exatamente durante a turnê, tanto que depois da turnê, fizemos os shows que estavam agendados e não busquei mais shows, pois decidir parar de gerenciar a banda e seguir apenas como baterista, justamente por essa falta de interesse dele. Mas em nenhum momento percebemos essa falta de interesse dele em continuar tocando punk hardcore e nunca foi dito por ele, sempre achávamos que era devido as mudanças em sua vida pessoal, ele não queria mais viajar, preferia shows que não houvesse necessidade de viajar, demonstrava esse tipo de desinteresse, mas nunca o desejo de sair. A decisão de deixar a banda surgiu em uma conversa através de mensagens no grupo que mantínhamos no whatsapp, isso foi tipo pela manhã, e a noite decidimos que a saída dele realmente seria a melhor forma de mantermos a amizade, pois realmente estava estressante o convívio, tentamos ao máximo, pois a banda não é um negócio, é um lance de amigos mesmo, acho que banda tem a mesma conotação de um relacionamento, se acaba o amor, o tesão, tem que separar e cada um seguir seu próprio caminho.
O mais importante disso tudo é a amizade e respeito que existe entre a
gente, foram anos de convivência. Alisson é membro fundador, ajudou a
construir nossa identidade, temos o maior carinho e respeito por
ele, já nos encontramos depois da saída dele e com certeza nos
encontraremos outras vezes em algum palco da estrada do rock!
Falando
sobre essa indisposição de Álisson em relação a viagens e turnês. Agora
que vocês serão somente dois componentes, já existe alguma movimentação
da PDM em relação a shows pela Bahia e Pelo Brasil ainda esse ano?
Wilson - Já
temos 4 show agendados e mais alguns em processo de fecharmos. A ideia
agora é cair na estrada mesmo, voltar o ritmo que tínhamos antes, de
media de 2 shows por mês, ou mais.
Nesse mesmo release divulgado ontem, vocês anunciaram que a banda, que durante muito tempo foi um trio, passará a se tornar um duo, somente com baixo e bateria. Qual o motivo dessa decisão?
Wilson - Acredito que o motivo é a necessidade de encarar esse desafio mesmo, nunca nos abatemos diante dos perrengues, sempre lutamos, do lance de ser mais fácil lidar com tudo apenas nós 2, da facilidade de cair na estrada, da interatividade do momento entre Eu e André. Conversamos muito sobre quem poderia ser o substituto, listamos alguns nomes, mas decidimos seguir no formato duo. André é um musico muito competente, não tenho nenhuma dúvida que optamos pelo caminho melhor.
André e Wilson - O duo da Pastel de Miolos
Eu assistir um documentário sobre Lemmy, do Motorhead, e ele mostrava em uma cena como era a sonoridade somente do seu baixo. E era diferente de tudo. Mas para vocês, é um desafio grande continuar com uma banda de punk rock sem um guitarrista? O que o público pode esperar dessa nova formação?
Wilson - Será algo novo, estamos ensaiando e já percebemos que algumas músicas teremos que verificar a melhor forma de tocar. Por exemplo: "da escravidão ao salário mínimo", um skazão, não tem como André fazer a linha de baixo e o "kenko kenko" da guitarra, pelo menos não agora. Mas são apenas detalhes que com o tempo aprenderemos a lidar com isso, não será apenas um baixo com a distorção, teremos os som da guitarra e do baixo, só não teremos guitarrista. Quem viver, verá! hehehehe.
Toda mudança causa esse frenesi, normal isso, criamos uma expectativa muito grande, é um lance novo, pelo menos no sentido "baixo e bateria". É normal já o lance da "guitarra e bateria", o que posso dizer é que continuamos pesados, rápidos e com muito gás!
Você falou que já existia um esboço do que seria o próximo disco. E agora, vão seguir na linha que já estava, em relação as músicas que já estavam prontas, ou vão começar do zero com essa nova formação?
Wilson - Vamos começar do zero.
Eu torço para que tudo se ajeite, e deixo aqui o espaço aberto para outros esclarecimentos, caso julgue necessário:
Wilson - Obrigado Nem pelo espaço, acreditamos que realmente fizemos a escolha certa em seguirmos no formato "power duo" e acreditamos também que teremos a aprovação dos amigos e admiradores da banda. Nos vemos na estrada!!!
1-VINHETA DE ABERTURA- Só Mais Um Programa (ARQUIVO MORTO)
2-LICOR DE XORUME-CADÊ A CATUABA
3-DOR DE OUVIDO-QUANTO MAIS RICO, MAIS IDIOTA
4-ARQUIVO MORTO-O QUE FAZER
5-PSYCHIC POSSESSOR-CAPITALISMO
BLOCO 02
6-PPA-PAGA EU CARAIO
7-365-FÚRIA
8-HORDA PUNK-QUERO ENCONTRAR MINHA NANCY
9-AS MERCENÁRIAS-AÇÃO NA CIDADE
10-NEM TOSCO TODO E AS CRIANÇAS SEM FUTURO-DO JEITO QUE FOR (RDK COVER)
BLOCO 03
11-PASTEL DE MIOLOS-DESOBEDIÊNCIA CIVIL
12-NORFIST-FUTURO DA NAÇÃO
13-NTE-O PODER DO DINHEIRO
14-AORTA-CANSEI...
15-GUERRA URBANA-GUERRA URBANA
BLOCO 04
16-REAÇÃO ADVERSA-MULHERES APENAS
17-AUTOPSIA SOCIAL-ORGANIZAR LUTA
18-MOLLOTOV ATTACK-ATITUDE
19-OVERDRIVE-CAMINHÃO DE LIXO
20-KAOS URBANO RJ-ELEMENTO NEGRO
BLOCO 05
21-E.D.I.-SISTEMA
22-DONA IRACEMA-PARA NAU
23-CONDUTORES DE CADÁVER-ANIVERSÁRIO
24-DELINQUENTES-MARIONETE DO PODER
25-AGRESSIVOS-SÓ ENTRA QUEM GUENTA
BLOCO 06
ESPECIAL CÓLERA AO VIVO EM VITÓRIA DA CONQUISTA
26-CÓLERA-HISTERIA (WENDEL NO VOCAL)
27-CÓLERA-MEDO
28-CÓLERA-SUBÚRBIO GERAL-XOT
29-CÓLERA-QUANTO VALE A LIBERDADE
30-CÓLERA-PELA PAZ
ENCERRAMENTO
31-ATESTADO DE POBREZA-NÓS SOMOS A FORÇA
32-ATESTADO DE POBREZA-ATESTADO DE POBREZA
1-ABRIR PROGRAMA-Arquivo Morto - Só Mais Um Programa 2-ROCKXENT-CADÊ O ROCK AND ROLL 3-PASTEL DE MIOLOS-É ESSA PORCARIA QUE ME FAZ FELIZ 4-SBÓRNIA SOCIAL-CULTURA DE MASSA 5-ATO5-COMPORTAMENTO ANIMAL 6-DEVER DE CLASSE-ESCRAVOS DO PODER BLOCO 02 7-LIXOMANIA-REALIDADE 8-COLISÃO SOCIAL-GAROTOS PUNKS 9-EXCOMUNGADOS-PSICOSSOCIAL 10-COMEDORES DE LIXO-INIMIGOS 11-AÇÃO DIRETA-DEUSES, DOGMAS E A VIOLÊNCIA-LIVE SLOVENIJA BLOCO 03 12-NARK-VOCÊ NÃO É NADA DAQUILO QUE PREGA 13-LATRYNA-FLORES, BOMBAS E TERROR 14-FECALOMA-CAMARADAS 15-PHOBIA PUNK ROCKERS-TEM QUE MUDAR 16-COMPANHIA DE AMORES MIZERAVEIS-O IMBECIL BLOCO 04 17-PROTESTO SUBURBANO-HARDCORE 18-POSSUIDOS-VÍTIMAS 19-RASTROS DE ÓDIO-PORÕES DO PODER 20-ROTTEN FLIES-MEU INIMIGO SOU EU 21-RATOS DE PORÃO-CRUCIFICADOS PELO SISTEMA-AO VIVO BLOCO 05 22-BEER AND MESS-VOCÊ É QUEM SABE 23-NUTE-NÃO ESCONDA DE MIM 24-REAL CAOS-SUA VERDADE ABSOLUTA 25-OS MALTRAPILHOS-EU NÃO AGUENTO MAIS 26-SMONERS-LIBERDADE SEXUAL BLOCO 06 27-TPM-CANSADA DE GRITAR 28-RESTO DE ONTEM-RESTO DE ONTEM 29-ZEFIRINA BOMBA-NÃO 30-GRITOS AFLITOS-SEM LIBERDADE 31-MISANTROPIA-CAUSA E EFEITO BLOCO FINAL 32-PPA-ELEIÇÃO POLITICAL 33-PPA-PAGA EU CARAIO 34-MUKEKA DI RATO-NOSSOS FILHOS 35-PRINCIPIO ATIVO-O AMANHÃ TEM QUE MUDAR
Inaugurando mais uma seção aqui no blog Tosco Todo. A partir de hoje estarei disponibilizando alguns clipes undergrounds que assisti e achei interessante (ou bem editado, ou gostei da música, ou é de banda de algum amigo, etc, etc...), e que é importante divulgar.
1-Pra começar, vamo de Misantropia (Maceió-AL), com a música "Opinião". Misantropia é a banda mais antiga em atividade em Alagoas, e recentemente lançou o CD "Cartão Postal" (Saiba mais aqui). O clipe teve as Imagens feitas por J.Marcelo e Bárbara Pacheco. A Produção ficou a cargo de J.Marcelo, Luiz R., Pedro Carvalho e Hew Barreto e a Edição e Finalização foi também do J. Marcelo. Acompanhe aí:
2-O segundo clipe é da banda Beer and Mess (Brasília-DF), com "Eu preciso parar de beber". Esse video teve como protagonista o Sopão, guitarrista da banda Penúria Zero, lá de Brasilia. A Direção e Produção é do Roberto S. Patrício (Volume9), a Edição foi do José Trindade (Animars) e a Montagem foi de José Trindade e Roberto Patrício, com Produção Musical do Pedro Tavares. Os Atores foram Sopão Cold, Marcelo da Cruz, Sanderson Átomo, Luciano de Jesus, Carmen Lúcia, André Lima.
3-Outro clipe que divulgo aqui, é esse da banda Companhia de Amores Miseráveis (Recife-PE), direto do bairro de Brasília Teimosa (nome enigmático desse bairro...eheheeh). Gravado com imagens caseiras ou amadoras (como queiram chamar os "especialistas"), e outras retiradas do próprio youtube, esse clipe nos mostra a realidade social nas ruas do bairro de Boa Vista.
4-Agora, divulgo o novo trampo da banda Ação Direta (São Bernardo do Campo-SP), com o clipe da música "Manifesto", que faz parte do trabalho mais recente da banda, o CD "World Freak Show". o Clipe teve a Produção e Captação de imagens feitas por Paulo Ueno e Tiago Maciel, e a Fotografia ficou com o Tiago Maciel. A Edição/Finalização/Direção ficou com o Paulo Ueno. Acompanhe aí:
5-E por último, mas não menos importante, assista esse clipe da banda Pastel de Miolos (Lauro de Freitas-BA). A música "Desobediência Civil' faz parte do novo trabalho dos caras e teve Direção e Edição de Pablo Café, com Produção e Câmera por Clara Ribeiro, na segunda Câmera teve o Joaquim Fauro, e a Produção musical ficou na mão do Jera Cravo. Assista aí, e se puder, compartilhe os vídeos, ajudando assim a fortalecer o Underground!!!
O papo de hoje é com a galera da banda Pastel de Miolos, da cidade de Lauro de Freitas-Ba. Conversei com o Alisson, mas o Wilson também compareceu nas conversas, e foi bacana poder conhecer um pouco mais sobre essa banda que já está na estrada há 18 anos, fazendo seu punk rock onde quer que seja!!!!
Com vocês: Pastel de Miolos!!!
Alisson, guitarrista e vocalista da Pastel de Miolos.
1-A banda completou 18 anos de luta pelo underground. Como é a sensação de "maioridade"? É aquela sensação do "tudo posso agora" que os adolescentes sentem ao completar 18?
ALISSON: A sensação é de poder fazer mais e não de poder fazer tudo! Estamos mais organizados, mais ousados e com mais sede de experiências, ao mesmo tempo em que, estamos mais cansados e impacientes. A banda está fazendo dezoito, mas nós já estamos todos quase na casa dos quarenta então o gás é outro que ainda precisamos entender. Os ideais são os mesmos do início, mas as idéias são outras!
Pastel de Miolos: André no baixo, Wilson na bateria e Alisson na guitarra e voz.
2-E olhando pra trás, lá no começo. Como foi que resolveram que iam montar uma banda de punk rock? Como era a cena naquela época? Foram os ensaios do "Quartinho", que gerou as primeiras gravações, né?
ALISSON: No início éramos Eu e Wilson. Wilson já tinha experiência na cena Grind/HC e eu nem tinha idéia do que estava me metendo. Convidei ele pra tocar num festival com outros dois amigos, seria uma música só e nós ensaiamos e tocamos, ficando em último colocados na premiação. Os outros dois amigos saíram, pois tinham outros interesses e nós ficávamos ensaiando no “quartinho” o domingo todo que dava. Quando acabava o barulho Wilson pegava uma sacola e enchia de sons pra que eu escutasse em vinil e cassete. Coisas como Dead Kennedys, Extreme Noise Terror, Varukers, Patareni, Napalm Death, Olho Seco, Cólera e outros que eu levava para casa e ficava escutando a semana inteira até o outro domingo. Pra mim foi natural assimilar aquela sonoridade e idéias e começar a fazer as primeiras músicas da PDM. Tocamos com várias pessoas até que um ano depois Alex chegou pra dar “uma força” e nisso ficou durante 17 anos. Fomos fazendo os primeiros shows e ampliando o repertório, nessa época a coisa tinha certo tom de humor/ironia nas letras e tudo era muito tosco!
Primeira gravação de ensaio no quartinho, que não foi lançado oficialmente.
3-Em 1996 vocês lançaram a "Pastel De Miolos-Demo Tape #1" que trás vários clássicos que estão no repertório da banda até hoje. Como foi a produção dessa fita K7? Foi bem distribuída?
ALISSON: Incrivelmente essa demo já apresenta uma segunda fornada do repertório da PDM. Sendo que nela já aparecem as músicas de Alex e outras minhas, havendo músicas de um primeiro momento anterior que nunca viram a luz do dia e se perderam no tempo. A produção foi simplesmente tudo ao vivo e ao mesmo tempo representando exatamente nossa tosqueira da época. Sobre distribuição Wilson sabe dizer melhor do que eu, mas eu sei que passaram de mil fitinhas pra todo canto do país e algumas pra fora!
WILSON – Como Alisson disse, realmente essa fitinha foi bem distribuída, mandamos para todos os canais de divulgação especializados em Rock, e foi bem falada pelo Brasil.
4-Em 1997 veio mais uma Demo tape chamada "Tudo isso por nada!". Estavam bem inquietos, pois em 2 anos lançaram duas demos. Qual era o motivo dessa inquietação?
ALISSON: O motivo da inquietação era a vontade de nos expressarmos e participar de uma cena! Essa demo já apresenta um amadurecimento nas letras e sons. Com músicas mais rápidas e bem tocadas pro padrão da época. Ela nos abriu as portas para vários festivais locais como o Garage Rock, Palco do Rock entre outros.
WILSON - Falando sobre a distribuição dessa demo tape, essa foi a demo que mais divulgamos, foram mais de 1.500 cópias distribuídas (sempre que vendíamos 1 demo, comprávamos mais 2 fitas), dessa forma, proporcionou uma larga distribuição em todo Brasil e no Exterior também. Mas, creio que cerca de 10 mil pessoas tiveram acesso a essa demo tape, falo isso, porque, sempre que mandávamos uma fitinha para algum correspondente, junto eu mandava mais 10 capas, e na época, tínhamos a cultura de copiar (seria o compartilhamento de hoje em dia) as fitinhas que chegavam em nossas mãos, e sempre gravávamos do outro da fita, uma banda camarada, por isso, afirmo que mais de 10 mil pessoas tiveram acesso ao nosso som, por meio dessa demo tape.
5-E depois de alguns anos produzindo outras demos, participando de coletâneas, finalmente sai em 2001 o primeiro CD "Industria da seca". Como foi a produção desse disco? Tinha vários sons que eram das demos anteriores. Elas foram regravadas?
ALISSON: Bem, existiu a proposta de ser gravada um CD coletânea com bandas punks/HC da época como Injúria, Bosta Rala, Boys do Subterrâneo, No Deal, Porcos Falantes, PDM e outras, mas o que aconteceu é que nunca se conseguiu organizar as bandas pelos motivos mais diversos possíveis. E no final Rogério Big Bross chegou pra gente e disse que tinha aquele período no estúdio (Estúdio ZERO) e se nós queríamos usar. Nós entramos com o repertório dos shows da época e tentamos gravar tudo que tínhamos, velhas e novas, daí entrou o que o tempo deixou.
6-Já em 2007 a Pastel de Miolos lança o EP Ruas. Esse material seguia a mesma linha dos primeiros trampos?
ALISSON: Nesses 6 anos que separam as duas gravações aconteceu a entrada e saída de Robson que tocava a segunda guitarra e depois uma queda muito grande nas atividades da banda, um certo desanimo e outros projetos. Pensamos e dar um fim em tudo aí um dia eu cheguei com a música “Ruas” praticamente pronta e os caras gostaram, nós gravamos no celular e ficamos escutando aquela tosqueira. E a música era muito boa e diferente do que nós fazíamos até então foi quando resolvemos voltar a compor e nos dedicar a PDM com mais intensidade. A sonoridade que sempre foi mais HC tinha entrado naturalmente numa pegada mais punk rock. Eu comecei a tentar “cantar” de uma forma mais compreensível. Alguns perceberam a diferença e se afastaram enquanto que outras pessoas passaram a gostar ainda mais do nosso som. Com todo esse material novo composto e revisitado resolvemos que faríamos uma gravação que representasse bem o material que nós tínhamos onde quer que ele fosse apresentado. Por que até aí nós não tínhamos nenhuma gravação de qualidade, então buscamos Jera Cravo que na época já tinha uma experiência imensa com bandas de som pesado e conseguiu colocar no EP o som do jeito que queríamos.
7-E em 2010 a banda apresenta o CD "Da Escravidão Ao Salário Mínimo". Nesse disco também tinha algumas regravações? Como foi o trabalho com o produtor Jera Cravo? Ele tinha a liberdade de interferir/alterar algo no som de vocês durante a gravação?
ALISSON: Inicialmente iríamos gravar só músicas novas, mas pensamos: “Quando vamos ter a oportunidade de gravar essas músicas de novo com essa qualidade de som? Vamos gravar a velhas também!” e gravamos, mas você pode perceber que elas todas foram executadas de um jeito diferente do que tinha sido gravada anteriormente. Rapaz, Jera é um cara que entende tudo de gravação, já tinha muita experiência, então seria burrice não deixar que ele opinasse e sinceramente eu gostei muito mais das vezes em que ele disse: Não! Do que das vezes em que ele disse: Sim! Porque o estúdio tem recursos quase ilimitados e ele ficava me lembrando de que nós éramos um Power-trio tocando punk rock. Por que com tempo e criatividade eu teria gravado mais umas dez guitarras em cada música. Mas ele sabiamente soube me conter e oferecer possibilidades que só enriqueceu nosso som! Melhorou a apresentação do que iria pro CD ao mesmo tempo em que manteve a integridade deixando o som sujo como queríamos mas ao mesmo tempo compreensível e pesado.
WILSON – Tem um lance interessante que deve ser falado, de 2007 a 2009 nós gravamos 2 sessões com Jera Cravo, essas sessões, renderam 3 discos, que é a “trilogia – RUAS (2007), CIRANDA (2009) E DA ESCRAVIDÃO... (2010) - 1 Single – NOVA UTOPIA e o Video Clipe da música “Olho Torto”. O CD Ciranda, foi eleito pelo Site “El Cabong” e pelo programa de Rádio RADIOCA, o 4º melhor disco baiano do ano de 2009. O clipe entrou na programação da MTV Brasil, VH1 e em vários canais de TV via Web pelo Brasil e mundo e o CD “Da Ecravidão...” foi muito bem resenhado nas principais Revistas, Blog’s e Sites especializados.
8-A Pastel De Miolos também já lançou vários materiais de forma virtual. Qual a importância da internet na divulgação da banda? Isso interfere nas vendas de CDs em shows?
ALISSON: Já há alguns anos a internet é o principal meio de divulgação, mas nós ainda usamos muita carta e ainda vamos a shows conhecer bandas novas e trocar material. A venda de CDs nos shows é flutuante tendo shows em que vendemos muito CD e camisa e outros que não sai nada! Quando lançamos só virtual tem uma história interessante de um cara que pediu o material e eu lhe dei um fly com o link pra ele baixar o CD com capa e encarte e tudo por que realmente nós não tínhamos feito nenhum físico e o cara se ofendeu, amassou o fly e jogou no chão. Alguns meses depois eu encontro o mesmo cara em outro som e ele me pergunta do CD e eu lhe disse: 5 reais. E Ele: pow véio, contribua com a cena, me dê um aí na moral! Eu lhe disse: 5 reais. E Ele: Mas eu não tenho. Eu peguei e o fly e lhe mostrei dizendo: Baixa da internet, lá tá de graça! Ele não quis o fly e saiu, aí você percebe o que aparece muito por aí dizendo que é a “cena”. Será que é uma cena de sanguessugas? Você se fode pra fazer um trampo de qualidade, dá de graça e o cara não quer, quando você bota pra vender ele quer que você dê pra ele! Entenda isso!
9-Vocês tem conseguido uma circulação bacana durante todo esse tempo, tendo tocado em vários lugares que um banda punk rock normalmente não tocaria. Como sobreviver fazendo punk rock na Bahia? Existe uma cena? Ou a saída é tocar onde for chamado?
ALISSON: Circulação é isso, você apresenta uma gravação legal e procura o contato de pessoas que como você estão também correndo atrás, além óbvio de mandar material pros festivais. Com insistência e disponibilidade as coisas acabam rolando. O lance de tocar em vários lugares onde uma banda punk não toca é a necessidade de mostrar o som para uma quantidade maior de pessoas, senão você só vai ficar tocando pros seus amigos e eles vão sempre dizer que o som é de fuder e você acaba não ousando! Você acredita que eu conheço bandas punks e de outros estilos que chegam no lugar com a sua galerinha, toca e logo em seguida vai embora levando todo mundo? E as outras bandas? Essas não merecem nem o benefício da dúvida? É assim que funciona pra muita gente que diz que está contribuindo para o crescimento da “cena”. Sobreviver tocando punk rock na Bahia não é uma opção, você vai cuidar de sua vida, de fazer seus corres, seus trampos e se organizar pra tocar onde der e viajar pra outros lugares para tocar também. Eu não acredito numa cena punk/rock de verdade! Acredito que existem pessoas que fazem por conta própria e vão se ferrando também, fazendo porque gostam de montar shows e de trazer bandas pra suas cidades e tocar junto. E aí o público vai, ou não e toma seu prejuízo! Eu sei que existe uma cena em Camaçari, as bandas são organizadas, acontecem eventos todo final de semana com o público sempre presente, porque independente das bandas que você curte a sua presença ali e nos outros eventos, pagando ingresso, adquirindo material das bandas, conhecendo gente, articulando formas de fazer outros eventos fortalece realmente a cena. E eu não vejo isso em outras cidades da Bahia, mas também eu não tenho como estar ciente de tudo que acontece em todas as cidades. Acredito que Feira e Paulo Afonso estão se organizando nesse sentido. Sei de uma movimentação legal em Ilhéus, e em Vitória da Conquista tem vocês e mais uma galera fazendo a correria. Então eu vejo em cada cidade cenas que existem e que as que dizem que existem. Em Salvador eu vejo núcleos isolados, como se várias cidades convivessem de forma confusa dentro da própria cidade. No Subúrbio tem uma movimentação, na periferia já outra onda, na região da orla também, basicamente todo mundo se conhece mas não aparecem nos shows uns dos outros e não se organizam conjuntamente. Se não disputam também não colaboram! E aí fica fraco!!!! Nós já tocamos em todo tipo de lugar, livraria, teatro, palco gigante, fundo de quintal, pista de skate, passarela de desfile de moda, cozinha, casa abandonada, shopping, o importante é levar a mensagem ao maior número de pessoas possíveis!!!!!
10-E agora, quais os novos projetos da Pastel De Miolos?
ALISSON: Agora com o baixista novo (André Cunha) nosso projeto é gravar um CD só com músicas novas que já estamos apresentando nos shows com ótima recepção do público. Nesses sons novos apresentamos uma sonoridade ainda mais consistente com muitos riffs, onde os punk rocks, os hardcores e as passagens crossover/thrash estão mais distintas. Depois da entrada de André nós já lançamos um CD Bootleg ao vivo gravado num show em Feira de Santana que tem músicas novas e antigas e está disponível pra download. Além de uma brincadeira que virou coisa séria que é o Tributo a Pastel de Miolos que começou com umas bandas de amigos que se propuseram a gravar umas músicas nossas e botar num CD virtual e hoje já temos na lista das que gravaram bandas diversas e importantes como Lobotomia, Vivendo do ócio, Norfist, Cama de Jornal, Reverendo T, Jason, Evandro Lisboa, Riiva (Finlândia), KarneKrua+Snooze, Leptospirose, Irmão Carlos, Vandex, Zefirina Bomba entre outras. Nos planos estão uma tour subindo o nordeste em lugares onde não havíamos tocado antes e ainda no primeiro semestre tocar no sudeste.
11-Em uma conversa que tive com você durante um show aí em Salvador, você me falou que sai de casa pra tocar e fala com sua filha que "papai vai ali salvar o mundo". Ainda é possível mudar essa sociedade? Você ainda acredita em um mundo melhor para sua filha?
ALISSON: É difícil! Mas eu tenho que acreditar e hoje cada vez mais!!! Eu digo que vou ali salvar o mundo quando vou tocar e também quando vou trabalhar. Eu sou professor e poderia trabalhar dois turnos em escola particular ou estar buscando dar aulas em universidades, mas eu faço questão de trabalhar na rede pública de ensino onde pego os três turnos e trabalho com o filho do pobre!!! São essas crianças e adolescentes que precisam de ajuda, se são héteros, homossexuais, tem diversos tons de pele e problemas sociais, isso é o menos importante! E sim, eles precisam ter oportunidades de levantar a auto-estima e conhecer a artimanhas que o sistema usa pra estigmatizá-los e excluí-los. Então quando saio pro trabalho ou pra tocar, eu acredito que estou dando minha colaboração para que as pessoas possam ser melhores do que acreditam possível, por isso as letras da PDM possuem um conteúdo voltado pro questionamento não só do contexto social, mas também buscam levar a reflexão e auto-analise. Você pode ser um canalha radical irresponsável e estragar a vida de seu filho ou abrir mão de algumas convicções pra que aquela criança possa ter possibilidade de se realizar e realizar ações transformadoras dentro da sociedade. São opções, a segunda é a mais difícil!
PDM ao vivo no Festival Palco do Rock-Salvador-Ba.
12-Velho, obrigado pela atenção. Fico feliz quando vejo bandas tocando tanto tempo pelo underground, sem perder o foco nem a coerência!! O espaço agora é de vocês, para deixar contatos, e o mais que quiser!!!!
ALISSON: Analise, reflita, busque sempre suas respostas! Leia mais livros e veja menos televisão! Nunca se deixe levar pela manada! Não se engane você não é livre! Crie sua revolução!