sexta-feira, 21 de agosto de 2026

3 bandas baianas que prometem novo álbum para 2026

 


Estou de volta para falar sobre bandas baianas que estão em processo de composição de seus discos (sou antigo, sempre vou falar "disco", mas pode ser álbum também).

Pra começar, acho de suma importância o registro histórico de uma época através dos discos, para que uma cena se estabeleça e perdure por muitos anos. Dito isso, vamos ao que interessa!

Hoje trago aqui 3 bandas baianas, de Conquista, que têm investido no som autoral, fazendo shows, disceminando suas ideias através da música, seja ela, punk, hardcore, rock, pop ou como você queira denominar ou rotular.

1-Signista

Signista é Lobbo, Fábio e Reno.
Formada em 2008, a Signista é uma banda de Vitória da Conquista. A história recente da Signista tem sido movimentada por mudanças de formação e desabafos nas redes de Reno, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, sobre os desafios de se viver de música. E para a surpresa de todos os fãs, a banda anunciou um hiato por tempo indeterminado. No que parecia o fim de um ciclo, a banda gravou o seu 4º álbum de estúdio, intitulado Signismo.

Em meio a tudo isso surgiram postagens nas redes oficiais do grupo intituladas Signista na Obra, que mostrava a realidade e os perrengues de bastidores da banda, incluindo a busca por um novo baixista para conseguir dar continuidade aos trabalhos e apresentações programadas.

Apesar dessas idas e vindas, a Signista se mostrou um nome respeitado na cidade, com um grande número de fãs e com composições intensas e muita energia nos palcos.

E é aí que vamos falar do próximo disco intitulado Signismo. Conversei com Reno sobre como anda o projeto e ele disse que lançaram dois singles. "O Pai do Grunge é uma música que tinha funcionado ao vivo, a gente tocando nos shows. Ela não ia ser a música que a gente ia lançar o primeiro single do álbum, ia ser outra música. Mas como o pessoal começou a ouvir nos eventos, começou a perguntar dela e a gente falou; vamos lançar essa! Até porque ela também é uma música mais fácil e rápida. Com a introdução mais curta."


Depois do primeiro single, a Signista lançou a faixa "Borboletas". A música é uma homenagem póstuma ao Palhaço Pinote, um figura muito conhecida em Conquista e região. Sobre isso, Reno disse que "Borboletas que seria o primeiro single. Porque ela tem algumas partes que são poesias de Pinote, que eu adaptei na letra. Ela tem uma questão social também, sobre a negligência médica nos hospitais públicos."

Só para contextualizar o que Reno disse, Pinote teve um problema de saúde e foi levado ao hospital, onde, supostamente, sofreu negligência no atendimento, vindo a falecer.


Sobre a sonoridade da música Borboletas, Reno esclarece que é uma faixa que tem "o apelo mais rock'n'roll, sem ser aquela coisa de Spotify que você já tem que começar logo com o refrão. As músicas não podem ter uma introdução, que a galera já pula a faixa. Então essa daí já é para ir contra total esse sistema novo que o pessoal implanta no mercado da música!" E complementa falando; "o álbum sai dia 25 de setembro, né, nome do álbum Signismo, 11 faixas! É isso. Valeu aí, velho!"

Então, acompanhe a banda que no dia 25 de setembro tem disco novo da Signista!

Contatos: Instagram.com/signista_band


2-Rural 64

Primeira coisa que pensei quando vi esse nome, foi de onde tiraram. Sobre isso, Hudson Simões, vocalista da banda disse que "a Rural é um carro do Ano de 1964 que fica estacionado no local de ensaio e com isso tornou-se o nome da banda." A Rural 64 tem se destacado na cena conquistense pelo show animado, com bastante influência do Hardcore, do Punk e do Rap, Ser autoral é algo também que tem chamado a atenção.

Desde 2014 existindo e resistindo em Vitória da Conquista-Ba, a R64 conta com dois álbuns lançados e está prestes a lançar o terceiro e mais recente Qual foi, cabeça?

Com a arte da capa idealizada por Cássio Bruno e arte final por Hudson, O disco vai ficar disponível em todas as plataformas digitais, inclusive no YouTube no canal da banda @rural64. Segundo Hudson "o álbum sai agora dia 28 de agosto." Perguntado sobre a produção do disco, Hudson disse que "a concepção do álbum começou de forma muito orgânica a partir do grande fluxo de composições da banda. Todos os integrantes escrevem bastante e as ideias ganham forma durante os ensaios, mas o excesso de material trouxe o desafio de como viabilizar e bancar financeiramente a gravação de tantas faixas em estúdio tradicional."

Aí entra o velho lema do punk: "faça você mesmo"! Hudson disse que com "a facilidade de integrantes com softwares de áudio, edição e mixagem, passaram a gravar de forma caseira, unindo os equipamentos que cada um tinha, como computador, interface de áudio, microfone e fone de ouvido."

Banda Rural 64 é Hudson, Hugo, Cássio, Allan e Pablo.
Ainda sobre a concepção do novo disco, Hudson disse que "para amadurecer o processo, movimentar as redes e entender a recepção do público, foi traçada uma estratégia de lançamentos que durou cerca de seis meses. Nesse período, saíram dois singles oficiais que fazem parte do disco, "Chinelo" e "Bota Pra Quebrar."

Sobre o conteúdo das letras, Hudson diz que "a maioria das composições gira em torno da saúde mental, abordando ansiedade, depressão e o peso de viver sob extrema exploração do capitalismo. As letras também retratam as vivências do cotidiano, a rotina cansativa e a pressão das longas jornadas de trabalho, equilibrando críticas sociais e reflexões pessoais."

O disco Qual foi, cabeça? terá ainda uma participação especial de Rodrigo (Decairu), Ex-vocalista da banda Dona Iracema e atualmente da banda PREÁ. Ele participou de duas músicas, Gestão árdua e Quebramola.

Inicialmente o disco teria 12 faixas, mas segundo Hudson "em uma brincadeira entre dois dos integrantes durante um ensaio, surge a faixa “Vai tomar no seu botão”, que fez com que todos concordassem que ela teria que estar no álbum, fechando em 13 faixas."

Siga a Rural 64 e fique ligado no lançamento do dia 28 de agosto!

Contatos: Instagram.com/banda_rural64


3-Escravos da Merenda

Formada em 2013, em Conquista, a Escravos da Merenda conta hoje com Ed Goma, no baixo e vocais, Lázaro Amaral na guitarra e Joanderson Felix na bateria. A irreverência a gente vê logo no nome. E nos shows também, onde a banda conta com a participação do público na distribuição da merenda! Quem nunca foi pra escola só pra comer a merenda, não sabe o que é sofrimento! "Pão, biscoito ou mingau?"

Com uma rede de fãs já consolidada em Vitória da Conquista, a banda já tocou nos principais festivais da região como o Point do Rock, Agosto de Rock e Festival Conquista Punk Rock. O grupo já tocou em outras cidades da região como Poções, Itapetinga e também na capital Salvador.

Escravos da Merenda tocando em Salvador

A Escravos da Merenda também já lançou um disco homônimo em 2023, com 11 faixas. Músicas como Escravo da merenda, Alfazema e Paloma é uma punk são cantandas como hinos pelos fãs nos shows!

Em 2026 a banda promete um novo disco intitulado “Eu vim pra merendar”. Conversei com Ed Goma que disse que "O disco foi feito da forma mais simples que vejo hoje em dia, uma gravação ao vivo, sem metrônomo, de forma direta entre junho de 2025 e agosto de 2026.

Sobre o que se esperar desse novo trabalho, Goma disse que o álbum "conta com 11 canções autorais, baseadas na conjuntura político-social, assuntos pessoais, homenagens, memorias e resenhas da vida cotidiana. A maioria das músicas de minha autoria, mais tem três em parcerias e também algumas participações especiais."

Lázaro Amaral, Ed Goma e Joanderson Felix.

Gravado uma parte no Estudio Drakkar e outra no Estudio Rebetika, o disco já está em fase de mixagem, com previsão de lançamento digital pra outubro ou novembro de 2026.

Ed Goma finaliza dizendo que "Mantendo a estética escolar e merendistica, o álbum será intitulado “Eu vim pra merendar”. Destaque para as faixas, Caminho de Rato, MEC Man, Viagem Perdida e Foi Preciso Internar."

Acompanhe as redes sociais da Escravos da Merenda e fique por dentro das novidades!

Contatos: Instagram.com/escravosdamerenda


terça-feira, 18 de agosto de 2026

O blog Tosco Todo-Selo de Divulgação acabou?


Essa é uma pergunta que tenho que responder constantemente. E repito aqui; Ainda não acabou!
O que ocorreu foi que eu me envolvi com várias outras coisas, escrevi e lancei três livros, estou com mais dois pra lançar, gravei discos, segui minha vida pessoal, e tudo isso me impossibilitou de continuar alimentando o blog. Como a maioria de vocês devem saber, para manter um espaço como este, independente e sem nenhum interesse comercial, é muito difícil. Mas continuo nadando contra a corrente e na resistência!
O que quero dizer com isso? Nada, só estou passando por aqui, pra dizer que uma hora ou outra posso aparecer novamente por aqui, divulgando uma banda, um disco, um livro, uma coletânea ou qualquer outra coisa que me deixe instigado a escrever sobre!
Ah, quer dizer que durante esse tempo que o blog ficou parado, nada me chamou a atenção no underground, a ponto de não me interessar em escrever mais? Não. O underground fervilha o tempo inteiro, com bandas novas, shows, turnês, Tudo continua rolando demais, só eu que não estava com o tempo necessário de acompanhar, pesquisar, ouvir e parar pra escrever e divulgar esses guerreiros que continuam fazendo o underground!
E agora, eu estou com tempo para fazer isso de novo? Não sei.
O que eu fico feliz é que o blog desde o início cumpre o seu papel de divulgação do underground brasileiro (e até de bandas de outros países que entraram em contato e publiquei aqui), de forma gratuita, e sem falar no Selo, que ajudou lançar várias bandas e coletâneas.
Enfim, o blog acabou? Não.
Vai voltar com força total? Também não.
Mas vou tentar, dentro das minhas possibilidades, voltar aos poucos, com a divulgação de alguns lançamentos de bandas.
Lembrando mais uma vez, que tudo isso é sem nenhum interesse comercial!
Nos vemos em breve!

 

sábado, 5 de abril de 2025

Nem Tosco Todo lança novo livro


Nem Tosco Todo lança seu terceiro livro, intitulado "Diálogos Imaginários e Outros Escritos". Com préfácio de Nélio Silzantov, que escreveu:

"Finalmente aqui estamos, mais do que vivos,conforme afirmamos na obra anterior de Nem Tosco Todo, desta vez diante dos seus Diálogos Imaginários e outros escritos. Obra composta por vinte e dois diálogos, seis contos e vinte e três ilustrações fodásticas assinadas por JoJu.

Ao demonstrar, mais uma vez, toda sua criatividade em construir diálogos, Nem se afirma como um dos poucos escritores contemporâneos que dominam este elemento narrativo. Parece até um absurdo dizer isso (alguém pode espernear), mas se engana quem pensa que elaborar diálogos precisos, inteligentes, bem-humorados e críticos, como os criados por Nem, é algo assim tão fácil e comum entre os ficcionistas. Na Grécia Antiga, Platão foi um dos primeiros a se sagrar no exercício dessa técnica considerada uma arte, criando os famosos diálogos socráticos.

No século XVIII, em pleno período Iluminista, o filósofo e escritor francês Denis Diderot foi outro que utilizou a forma para compor O Sobrinho de Rameau, uma crítica radical e satírica à sociedade que fascinou grandes pensadores como Goethe, Hegel, Engels e Freud.

Mas ao contrário dos exemplos anteriores e tantos outros encontrados na História da Literatura, os Diálogos Imaginários de Nem vão direto ao ponto, sem rodeios ou delongas em assuntos que até poderiam se arrastar por horas e horas numa mesa de bar. Trata-se do bom e “velho” DNA Punk na veia (ou na impressão do papel, se preferirem), com suas letras/falas corrosivas e debochadas.

Indo além dos próprios diálogos narrativos, as ilustrações de JoJu complementam a obra, uma troca de ideias entre gêneros literários que, inclusive, põe na roda uma provocação sobre ilustração da capa, produzida por uma Inteligência Artificial.

Questionou-se sobre isso? Não se questionou? Imagine, experimente, se arrisque! Por que diabos utilizar dois estilos?

Há também os Outros escritos, conjunto de seis narrativas igualmente breves, um aperitivo para aqueles que duvidam da sua capacidade de contar uma boa história sem explorar tanto os diálogos (coisa que Nem não precisa provar para ninguém). E se nos diálogos encontramos uma bela homenagem em “Com meu pai”, o conto “Mulher acolhedora” presta uma tocante homenagem às mães vitimadas pelo coronavírus.

Aqui, em Diálogos Imaginários e outros escritos, somos todos nós, leitoras e leitores, mais um personagem esbarrando com Tosco Todo em alguma esquina, no ônibus, num show, no boteco do Vitão, ao telefone ou mesmo numa troca de mensagens pela internet. Quiçá realmente esteja aqui... espia só, vai que... e divirta-se!"

Nélio Silzantov

Nem e Nélio Silzantov

O livro teve uma resenha feita pelo escritor português, radicado em Vitória da Conquista, Luís Altério, da Editora Nzamba. Segue abaixo;

“Diálogos imaginários e outros escritos” de Nem Tosco Todo.

Posso afirmar que este livro é um dos mais originais que li, dos escritores da cidade, quiçá do mundo, pecando o próprio mundo ainda desconhecer este pequeno mas Belo Livro. Li-o numa manhã de sábado, só desgostando de o ter terminado tão rápido (pequeno volume).

A escrita em mãos é de uma simplicidade – diálogos concisos e enxutos – e de um realismo avesso a floreados barrocos e adjetivos chatos, que louvo e admiro. O nosso prosador é dos escritores desta envergadura de escrever o essencial, aliás, veia que tendo a seguir também nos meus escritos.... 

A escrita em mãos, portanto, não se subjuga ao mundo voraz do nosso século de Trampas de Melenas à Cuspe Javardo dos “states” e de Capitães de cloroquina cá do burgo e, ainda, de esquerdas amorfas e desnorteadas deste mundo carburado a Grande Capital.... 

Lendo aqueles pequenos diálogos, com estilo próprio, remete ao enfrentamento contra o mundo com altivez solitária como poucos... Lembra Iceberg Slim, John Fante e outros, e nos dias de hoje, Diego Morais ( de Manaus) por exemplo, como se a Dignidade fosse  o reduto a ser inegociável, e, se preciso for,  ser salva pela própria vida, para não ser somente mais um a lamber as botas frias e cínicas da Elite-Podre:

“ – Fala, Nem!

- Opa, na paz!

- Beleza. Rapaz, tem uma pergunta que queria te fazer.

- Fala aí.

- Quem é o personagem que você interpreta? É Nem Tosco Todo, ou você como cidadão comum?

- Eu faço o personagem do cidadão comum. Aquele que acorda cedo, vai trabalhar, bate ponto. Nem Todo Tosco sou eu real.

- Tipo uma dupla personalidade?

- Mais ou menos.

- E como você consegue administrar isso?

-Não consigo, é impossível!

- Ué, aí é contraditório.

- A vida é uma eterna contradição.

- Ah, legal.

- Não, isso não é legal!”

Com este diálogo, consegue encerrar toda a Filosofia sistematizada dos gregos até aos dias de hoje....  Com um simples diálogo, o escritor fez a proeza de ser um filósofo profundo, com toda aquela bagagem de cantor punk, de cidadão trabalhador, de marido e pai de uma menina encantadora: Herói como poucos! Por isso, Nem Tosco Todo tem toda a minha admiração!

Para terminar, uma lufada de Ar Fresco na Literatura contemporânea! Livre e mordaz, um livro feliz e encantador, na senda de “vagando por aí”, podermos ser ─ nós, leitores ─  livres e orgulhosos de vivermos um dia de cada vez, tal como Nem! Um acontecimento!"

                                                                                                                                            Luís Altério

Luís Altério e Nem

Outra amiga escritora, Juliana Sbrito, da Biblioteca Comunitária Donaraça, escreveu a respeito do livro de Nem;

"Levando um livro para passear

Mal saiu da mesa de lançamento, o livro "Diálogos imaginários e outros escritos", de Emanuel Moraes @nemtoscotodo (Editora Dando a Letra) já está no acervo da Biblioteca Comunitária Donaraça.

Com ilustrações de @jonjulio94 e prefácio de @neliosilzantov, o livro é um convite para uma pausa, parar tudo e mergulhar em seus diálogos diretos e sem enrolação. Nas palavras de Nélio:

"Se engana quem pensa que elaborar diálogos precisos, inteligentes, bem humorados e críticos, como os criados por Nem, é algo assim tão fácil e comum entre os ficcionistas".

Autores como Nem tornam a leitura hipnótica, pois não é possível começar e abandonar a obra sem ter concluído o mais rápido possível. Não se quer apenas ler, mas conhecer e também conversar com seus personagens e o próprio autor.

O mesmo acontece com as músicas da banda punk rock Cama de Jornal. É o que todos nós gostaríamos de dizer/cantar.

Ilustração da contracapa por JoJu. Foto por Juliana Sbrito

João Júlio, o JoJu, tem um traço único, personagens e contexto em movimento, vivos de uma maneira peculiar; envoltos por uma "poeira" que não está ali por acaso. Para saber do que estou falando, acompanhe o artista. Ele some de vez em quando, mas deixa suas provocações por aí.

Nem e JoJu

Preciso registrar também o belo trabalho gráfico de todos os livros de Nem, pois ele pensa o livro em sua totalidade. Fotógrafo, cantor e escritor independente, ele compreende que o trabalho e olhar coletivo enriquecem e ampliam a experiência estética. Nesse quesito, @thiagosuitem, do @estudioimbore, é parceiro constante. Contribuindo no livro com o projeto gráfico, editorial, capa e diagramação.

Nem e Thiago Suíten do Estudio Imboré

Até a Inteligência Artificial teve a sorte de receber indicações de como deveria ser a capa. Nem não tem medo e subverte as (des)razões de tudo e enfrenta a vida de forma punk.

Foto por Juliana Sbrito

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Agradecemos a generosidade de Nem, sempre atento ao movimento da Donaraça.

...

Também estão disponíveis na biblioteca Donaraça os outros livros publicados pelo autor (Selo Tosco Todo):

Vagando por aí (2019)

Estamos mais do que vivos (2023)"

Juliana Sbrito

Joju, Juliana, Nem e o escritor Josué Brito