segunda-feira, 13 de julho de 2015

Banda E.D.I. lança Extinção

Vamos começar a semana ouvindo uma sonzeira?
A banda E.D.I. da cidade de Natal-RN acaba de lançar mais um trabalho. Intitulado "Extinção", esse é o  terceiro em estúdio da banda. E.D.I. nos mostra como duas pessoas, Thiago (guitarra e voz) e Caroline (bateria e voz), podem fazer um som rápido, seco, grotesco, sem enrolação e sem frescura. Gravado dia 10 de Julho de 2015 no Estúdio F em Natal, o EP trás 6 faixas rápidas e de intuito social. Em breve a banda estará lançando em formato físico!!
Baixe aqui para ouvir
 Contatos:
https://www.facebook.com/EDI

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Entrevista com a banda Krathera

O blog Tosco Todo não anda tão movimentando como antigamente, os motivos são os mais variados, mas em compensação ainda tá rolando umas entrevistas legais por aqui. O papo de hoje é com uma galera nova de Vitória da Conquista, que vem buscando seu espaço na cena underground. Converso hoje com a banda Krathera, que mistura death, thrash e heavy metal...e canta em português!!! Acompanhe aí e conheça mais uma banda no blog Tosco Todo!!!
Krathera da esquerda para a direita: Warlei Silva (guitarra), Lucas Melo (bateria), Victor Santos (vocal), Rafael Leandro (baixo) e Diego Soares (guitarra).
1-A Krathera é relativamente nova, quando começaram e de onde veio a idéia de formar a banda? 
Krathera: Bom, a Krathera teve início em 2013, quando Victor Santos (vocal) e seu irmão Diego Soares (guitarra), que já estudavam música, tiveram a idéia de pôr o que estavam aprendendo em prática, então chamaram Lucas Melo para assumir as baquetas, Lucas chamou Warlei Silva que se tornou guitarrista solo e Warlei chamou Rafael Leandro, que se tornou baixista da banda.

2-A banda mistura death, thrash e heavy metal, mas já faz, na minha opinião, algo diferente que é cantar em português. Quais as influências e porque ir na contramão do estilo e cantar em nossa língua?
Krathera: A ausência de bandas do gênero que utilizam nossa língua em suas letras foi um dos maiores motivos para o Krathera se aventurar compondo suas músicas em português, outro motivo foi algumas influências da banda, que já faziam este trabalho, como Claustrofobia e Project46.
Krathera em ação no bar Cana Café, em Conquista.
3-Algum de vocês já tinha participado de outros projetos musicais, ou esse é o primeiro?
Krathera: Rafael Leandro (baixista) foi o único a participar de outros projetos.

4-Então já começam regaçando, lançando no final do ano passado a primeira demo chamada "Seu Sofrimento Começou". Como foi o processo de gravação e produção desse material?
Krathera: O processo inteiro desde a gravação e mixagem das músicas até a arte final da capa durou cerca de 8 meses. Durante as gravações não houve nervosismo pelo fato de já ensaiarmos no mesmo estúdio que gravamos desde o início da banda.
 Ouça aqui a Demo "Seu sofrimento começou"
5-Como funciona as composições da banda, quem escreve a letra, quem faz a música? E de onde buscam as inspirações?
Krathera: Quem compõe as letras é Victor Santos (vocalista) e as inspirações vêm principalmente de filmes de terror. Focamos em uma idéia central para determinada música, e a partir daí vamos moldando, compondo riffs por cima, frases, até chegarmos em algo concreto. É importante ressaltar que todos participam do processo de composição.

6-Eu conheço vocês já têm um bom tempo, sempre prestigiando os eventos de rock aqui na cidade. Hoje vocês têm uma banda, e fazendo uma análise sobre a cena de Conquista, por esses dois ângulos, do público e de quem tem banda, o que vocês acham que deve melhorar?
O que fazer para manter a cena de Conquista em constante movimento?
Krathera: Hoje, como banda, podemos enxergar melhor a dificuldade que se tem em fazer música underground, principalmente aqui na Bahia. O que mantém a cena de Conquista viva é a dedicação cada vez maior dos envolvidos, a ascensão constante de bandas de metal de várias vertentes e o público, é claro. Um fator que fará a cena melhorar sem dúvida é um apoio maior de organizadores de eventos e proprietários de casas de show, afim de que não deixemos a cena morrer por falta de espaço para tocar.

7-E sobre o primeiro show da Krathera, onde foi e o que vocês guardam de recordação?
Krathera: Nosso primeiro show foi no espaço Underground (antigo Ice Drink) em um evento organizado pela banda Dona Iracema. O que mais nos marcou foi a aceitação do público tanto das músicas autorais, quantos dos covers, a agitação, o olhar de surpresa mesclado com admiração, o mosh, todas aquelas pessoas batendo cabeça, foi fantástico.
 
Primeira apresentação no espaço Underground, aqui em Vitória da Conquista.
8-E agora, quais os projetos futuros?
Krathera: Já estamos no processo primário de produção do próximo trabalho, que será o nosso primeiro CD independente que deve ser lançado do segundo semestre de 2016 até o início de 2017.

9-Deixem o contato aí para quem quiser falar com a banda, o espaço é de vocês!!!
Krathera: Queremos agradecer imensamente a você Nem, pela oportunidade, pra nós é sem dúvida uma honra. Para quem tiver interesse em conhecer nosso som, temos uma página oficial no facebook: https://www.facebook.com/krathera e para quem quiser adquirir nossa demo é só ligar no: 77 8851-6395 ou entrar em contato por mensagem na nossa página.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Entrevista com Diva da Menstruação Anarquika

De volta com uma entrevista bacana aqui no blog. O papo da vez foi com a Diva, vocalista da banda paulista Menstruação Anarquika, banda clássica dos anos 90 e que continua em atividade.
Ainda não conhece a banda? Então se ligue nas idéias!
Edwiges, mais conhecida como Diva.
1-A Menstruação Anarquika surge em 1992 no ABC paulista.
Como era a cena naquela época e qual era a reação do público ao se deparar com uma banda punk formada por mulheres?
Diva-Bom na época a situação era bem precária, os punks também estavam meios separados, perdidos por causa de tantas brigas, até pra podermos ensaiar era uma custo alto, nós não tínhamos muitas condições em tudo, equipamentos, local pra ensaiar, integrantes que moravam longe, até no interior foi uma barra, mas desistir estava fora de cogitação, Uma coisa era certa; nos iríamos fazer o que fosse preciso pra esta banda se tornar uma banda de verdade e conquistarmos espaço pra tocarmos e mostrar nossa idéias.
Diva e Cinthia
2-E de onde tiraram esse nome para a banda?
Diva-Bom o nome da banda foi dado por uma integrante da primeira formação, a Meiling, nós queríamos um nome que simbolizasse a mulher, alguma coisa feminina, mas também ao mesmo tempo que nunca pudesse se tonar algo pop, que quando as pessoas escutassem esse nome; Ah ahahahaha ! Menstruação Anarquika, que que nunca fosse aceito pelas rádios famosas, pela TV, que a mídia existente não pudesse absorver, que não conseguisse nos engolir, daí Menstruação, e o Anarquika acho que nem preciso explicar, nossas letras todos falam sobre a idéia de anarquismo, liberdade e igualdade . Ah posso dizer que funcionou muito bem viu, até hoje as pessoas não gostam do nome e ficam com aquela cara sabe...kkkkkk...e já tivemos propostas até de gravadoras na época pra fazer a banda crescer. Quem não quer uma banda formada só por meninas? Mas claro né, que tinha que mudar o nome e claro que a resposta foi não. Perderíamos o principal, nossa essência.
Naval em ação com as baquetas!
3-Qual era a proposta de vocês ao se reunirem pra montar a Menstruação Anarquika?
Diva-Bom, nos éramos garotas que sempre estávamos juntas, nós íamos assistir os ensaios da banda DZK, eles eram amigos nossos e tal, dai nós lá, sempre assistindo e gostávamos muito daquilo, servia de forte inspiração pra gente, eu já tocava violão, as meninas começaram a ter idéias e o Macarrão (batera do DZK ) empurrava, dizia pra gente montar a banda, montamos sem condição nenhuma, mas montamos e começamos a fazer as letras, as bases, sem lugar pra ensaiar, sem nada, sem instrumentos pra conseguir ensaiar. Nossa era um feito histórico, mas fomos com toda força e fé, e nada ia nos fazer desistir...kkkkkk.
Diva
4-A banda surgiu em 92, mas só em 96 conseguem um primeiro registro participando da clássica coletânea "SP Punk Vol.1". Como surgiu o convite para participar desse projeto?
Diva-O convite foi feito pelo Ariel, que dispensa apresentações, mas se alguém não sabe. Ele é vocal do Invasores de Cérebro, e conheceu a gente indo tocar no Rio de Janeiro, junto com a gente...nossa esta viajem meu ela poderia render um livro se eu fosse escrever aqui...foi, esta sim foi histórica, só quem esteve lá dentro daquele ônibus pode contar e confirmar todos o fatos ocorridos, foi tudo tenso, engraçado, tivemos todas emoções possíveis dentro daquele ônibus, nossa rendeira até uma entrevista coletiva ai com vários integrantes de várias bandas...sim, e esta coletânea "SP Punk Vol.1" realmente foi um marco, posso dizer que foi o que reacendeu todos os Punks que estavam espalhados perdidos sem vontade de produzir, perdidos depois de tantas tretas, confusão, ela veio pra unir a todos e nos tornar fortes, fazer crescer, surgir varias novas bandas, foi lindo.
Baixe aqui a coletânea SP Punk Vol. 1
5-Em 2004 vocês participaram de outra coletânea, a "Praga dos Arrabaldes". Fale-nos um pouco sobre esse material:
Diva-Sim, foi um convite do nosso amigo do Carne Moída, uma banda muito boa por sinal, ele organizou tudo, fez um corre danado, mas foi muito bom poder participar, deixar mais um registro do nosso trabalho lá, visto que era tão difícil poder lançar um CD, foi uma oportunidade muito boa.

6-Já em 2009 a Menstruação Anarquika lança seu primeiro CD chamado "Bazar dos Milagres" com 15 músicas. Como foi a produção desse material, foi feito de forma independente ou teve apoio de algum selo?
Diva- Bom, ai é que esta o X da questão. Foi tudo por nossa conta e risco, uma grana gravar 15 músicas, não foi fácil, foi muita dedicação e trabalho na época, contávamos com o apoio de mais duas pessoas pra ajudar na prensagem dos CDs, mais na hora H, deram pra traz. Então aguardamos um ano, mais ou menos, até que resolvemos disponibilizar o link pra pessoas baixarem, já que vimos que não ia rolar esta ajuda e tínhamos gastado uma grana já pra gravar e não tínhamos mais condição financeira. Mas o CD tem uma capa muito legal feita pelo Thiago Cruz e Psonha Camacho, casal super do bem, Psonha já fez parte da banda como baixista.
Baixe aqui - Bazar dos Milagres-2009
7-A banda já teve várias mudanças de formação, isso de alguma forma alterou a sonoridade de vocês? Fale-nos um pouco sobre quem já passou pela banda, e quem tá em atividade hoje?
Diva-Bom, a pergunta mais fácil sobre a sonoridade, temos nossa raízes no Punk Rock, né. As vezes mais rápido, as vezes até 77, mais nunca fugimos muito disso, mas também não somos presas a isso, nós fazemos o que temos vontade, o que nos dá cabeça...kkkk...mas o mais importante são as letras. Pode ter certeza estamos sempre reclamando, incomodando os ditos certinhos aí da sociedade. Agora sobre as integrantes, eu tenho certo receio de falar e deixar alguma de fora, porque minha nossa, foram muitas, acredito que mais de vinte, vou tentar, por favor, se alguma ai se sentir injustiçada, pode me falar que com certeza eu vou saber se esteve com a gente. Então os vocalistas que tivemos, vou tentar por na ordem: Cebolinha, Elaine, Indiara (durante um tempo tocou no Infect, não sei se ainda existe a banda), depois eu, Penélope, eu novamente, depois Shirlei, Jaqueline e volta a ser eu de novo. Não vou citar mais vocal. Já baxistas foram: Eliana Zuque, depois a Leine (teve a banda indigesto mais não toca mais), Verônica, Elidia, Maiara, Cintia, Nancy, e Cintia novamente. Bateras foram: Luciana Silva, Tocha, Eliana Zuque, Fabiana, Makarrão, Everton, Laris (toca nas Rabiosas), Babão (toca no Lokaut), Oscar (tem muitas bandas no momento, nós e o Calibre 12) e depois o Naval (ex vocal do Calibre 12 ).
A parte mais fácil é a guitarra. Por duas vezes tentamos por duas guitarras. Então foi Carol e Miriam junto comigo. E eu, desde o início até agora, toco guitarra. Nossa, tô achando que ainda tem gente de fora. A formação atual é Cinthia no baixo e backing vocal , eu na Guituarra e vocal e o Naval na batera.
Naval, Diva e Cinthia-Formação 2015
8-Eu li um livro chamado "Mulheres do Rock" que contava sobre a participação das mulheres na cena de Brasília. E aí em São Paulo tive a oportunidade de conhecer você, a Tina (esposa do Ariel, do Invasores de Cérebro), e percebi a forte participação de vocês no fortalecimento da cena paulista. São Paulo tem mesmo uma participação efetiva das mulheres no punk rock? Daria um livro também?
Diva-Um pergunta difícil, hein? Mas que se dane, tô aqui pra falar o que penso de verdade. Bom, tem sim, tem muitas. Mas de verdade assim, uma meia dúzia de mulheres que realmente são fortes, guerreiras, infelizmente viu ,eu gostaria muito que fosse bem mais, muito mais, eu incentivo cada vez mais, mas eu sinto uma falta de interesse delas em produzir alguma coisa, sabe? Meio que tocar um instrumento, fazer um zine, um programa de rádio, poderia ser qualquer coisa. Sabe quando você quer e tem interesse? Você produz. Mas a grande maioria tá ai só pra curtir um som e beber. Os homens também, a maioria tá só pra curtir. Tá certo que, de certa forma também, ajuda na cena, mas eu cobro mais das mulheres. Por exemplo, se elas não produzissem nada, mas pelo menos na hora de agir na vida delas tivessem uma voz mais ativa, não deixar ninguém mandar, falo sobre não ser submissa. É isso que me incomoda, vejo homens (punks) com atitudes opressoras e mulheres (punks) agindo com submissão. Isto me dá raiva, me fere, me machuca. Pra mim feminismo ou machismo por sermos punks, nem deveria ser um assunto discutido, por ser bem ultrapassado, sendo que queremos a liberdade e igualdade pra todos, isso já diz tudo. Mas eu vejo no dia a dia as atitudes e submissão delas. Mas pra ter um que manda, tem que ter um imbecil pra obedecer, certo?. Ai, isso me incomoda muito!

9-E depois de 23 anos participando da cena underground, como uma mulher que tem banda, qual lição que você tira?
Diva-Pode até parecer repetitivo, mas FAÇA VOCÊ MESMO, não espere nada de ninguém, ou melhor, se prepare que no seu caminho vai aparecer muitas pedras, aí você vai pulando elas, enfrentando uma a uma , ignore a inveja, finja que não percebe, apesar de sentir na pele quando ela nos afeta,vá em frente. Caiu? Levanta, vai em frente, não deixe que ninguém sinta pena de você, porque você é forte e capaz. Todos somos!

10-E um show marcante pra você, qual foi? Deve ter vários, né?
Diva-Sim claro a lista seria enorme, vou tentar falar menos possível...kkkk...Teve um em Belo Horizonte que foi lindo, todos cantavam todas as músicas, eles sabiam de tudo sobre a banda.
Teve outro no Rio Grande do Sul, foi uma aventura tocar tão longe, nem tinha noção de onde estávamos indo.
O do Rio de Janeiro foi uma viagem que, como eu disse anteriormente, renderia um livro.
Teve um em Sorocaba que foi muito bom também, o som foi lindo, todos nós curtimos muito. Outro que não esquecemos foi em Taubaté, foi lindo também. Teve um que foi no Zapata, uma casa aqui de SP foi histórico pra gente, tudo perfeito.
Ah, teve muitos shows bons, muitos.
Diva participando de show do Invasores de Cérebro
11-Quais os planos agora para 2015? O que a galera pode esperar da Menstruação Anarquika?
Diva-Bom, um CD é primordial, né? Vai sair também uma coletânea que o Xines (Corsário Discos/Excomungados) organizou ai e músicas novas. Só coisa muito boa, vários shows e tudo de bom!

12-Muito obrigado pela atenção, o espaço é todo seu pra falar o que quiser agora:
Diva-Quero dizer a todas as pessoas que lerem essa entrevista, que saiam da sua zona de comodismo, gente, vamos atrás, produzir, abrir a cabeça para novas idéias, por em pratica seus projetos, não deixe de produzir, precisamos disso, de gente que faça acontecer e teremos muitas pessoas que realmente colocarão a mão na massa!!! Bora gente, vai que vai!!!
CONTATOS:
facebook.com/MenstruaçãoAnarquika