sábado, 21 de julho de 2018

Ódio Social lança CD Levante

Douglas, Leandro e Fábio - Ódio Social
Ódio Social é uma banda de São Paulo, formada no ano 2000, e conta hoje com Douglas na bateria, Leandro na guitarra/vocais e Fábio no baixo/vocais. Eu conheci Douglas ainda na época da troca de cartas, logo quando eu lancei o primeiro site do Tosco Todo. Ele era da banda RDK, e mandou um CD deles na época. A partir dali, mantivemos os contatos, posteriormente via redes sociais. Em 2015, durante uma turnê da Cama de Jornal por São Paulo, nos conhecemos pessoalmente. E Douglas sempre esteve envolvido com o underground punk, com o hardcore. Também me falou que estava com outra banda, chamada Ódio Social. Recentemente recebi aqui em casa, via correio, o novo lançamento deles de 2018, um digipack,  enviado por Douglas.
O disco "Levante", que sucede o álbum "Jovens Mortos" de 2014, abre com a faixa "São Paulo nunca dorme", um hardcore fudido com uma letra que diz: "Bom dia pra você/Dentro do ônibus lotado/bom dia pra você/dentro do trem atrasado/bom dia pra você/que nunca abaixa a cabeça/foda-se o governo!/antes que eu me esqueça!".
Destaco aqui a qualidade da gravação, feita no Hardcaos Estudio, por Fábio Hardcaos. A mixagem e masterização foi realizada no Mr. Som Estúdio por Heros Trench. A gravação está muito profissonal, com a audição perfeita de todos os intrumentos. Uma porrada na orelha, no melhor sentido da frase!
Como toda banda underground, o Ódio Social fez toda a correria para a produção do disco, mas contaram também com a ajuda dos parceiros; Redstar Recordings, Mente Destruida, Exílio Records, Resistência Antifashion, Produções Marginais Distro, Break The Silence Records, Lixo Discos, Manaós Distro, Resista! e Anos 80 Rock Wear.
Ódio Social - Levante (2018)
A trabalho do Ódio Social transita entre o hardcore punk e o crossover, com uma bateria acelerada e vocais rasgados e gritados. Quando pego um disco pra ouvir, a primeira coisa que faço é ler todas as letras, e uma das que se destaca nesse disco, é a faixa "Não serão os últimos dias", que diz em um trecho; "o que estiver ruim/ainda pode piorar/não conte com ninguém/para te ajudar". Isso reflete muito o que é tentar (sobre)viver num país escroto como o Brasil.
Outro destaque é a parte gráfica, com desenho de capa feito pelo Guilherme Bridon e arte final de Luiz Angelelli. Um digipack luxo, com encarte tipo livreto com as letras, além de muitas fotos dos rolés da banda, inclusive da turnê pela Europa. Se você curte hardcore punk ou crossover, ouça uma faixa abaixo e corra atrás desse disco!
CONTATOS:
ÓDIO SOCIAL

Atualização 22/07/18
Segue abaixo uma entrevista que os caras deram para Lecão (Amnésia Coletiva), no programa Vida Punk.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Pastel de Miolos em nova turnê na Europa

Pastel de Miolos Rumo a Europa de Novo!
A banda punk rock baiana Pastel de Miolos estará pela segunda vez em turnê pela Europa. A primeira depois da nova formação em duo. A turnê "BRA-FIN: Punk Rock World Cup - European Tour 2018" vai acontecer em 7 países: Finlândia, Polônia, República Tcheca, Alemanha, Letônia, Eslováquia e Estônia entre 17 de agosto e 2 de setembro.
Segundo Wilson, baterista da banda, "A primeira turnê Europeia foi em 2014, no período da Copa do Mundo de Futebol, e por isso foi nomeada “BRA-FIN: PUNK ROCK WORLD CUP TOUR 2014” e foram 11 shows em 11 dias, por 5 países (Finlândia, Letônia, Estônia, Lituânia, Polônia), foi uma experiência única, tocamos em clubes que o Cólera, Rattus, Tervett kadet, Lama, Rystetit e outros nomes do punk rock mundial tocaram, o punk finlandês sempre foi uma referência muito forte no nosso trabalho e nos vimos lá, simplesmente “surreal”. Essa segunda, ocorrerá também em ano de Copa do Mundo, e leva o mesmo nome da anterior, o lance do BRA-FIN significa evidentemente Brasil x Finlândia, uma alusão a forma que é apresentado o placar nos jogos, e decidimos manter o mesmo nome, pra criar uma identidade e também se valer do nome, a questão marqueteira da copa, hehehehe. Essa também gera uma expectativa boa, vamos fazer mais 3 países diferentes, serão 7 dessa vez (Finlândia, Letônia, Estônia, Eslováquia, República Tcheca, Polônia, Alemanha) e a maioria das cidades, diferentes da anterior em países que já havíamos tocado, vamos preparados, sabemos que será uma maratona de shows, serão 15 e mais 1 dia em um estúdio gravando material novo para um futuro EP. Pra gente será como se fosse a primeira, afinal de contas, estamos no novo formato “duo”. Ficaremos média de 23 dias, vamos rever nossos amigos da BLUEINTHEFACE e OZZMOND, cairemos na estrada durante 23 dias, 3 bandas bandas numa van, aquela velha rotina de descarregar, tocar, carregar a van de volta e cair na estrada, acho que toda banda sonha com isso, e nós estamos realizando esse sonho mais uma vez, vai ser longo, mas com certeza será bem proveitoso e voltaremos com uma bagagem cheia de histórias e experiências que com certeza marcarão nossas vidas."
A Pastel De Miolos terá a companhia dos Finlandeses da Blueintheface e Ozzmond. Três bandas, juntas, para demolir as estruturas carcomidas do velho continente com atitude e punk rock no volume máximo. Na bagagem, A PDM leva o novo CD "Reação!" e a formação DUO PUNK (baixo e bateria) com o mesmo peso e rebeldia de sempre.
A "Reação!" vai invadir o mundo.

TOUR DATES:

17/8_Helsinki - FINLAND
18/8_Bar Zoom, Hyvinkää - FINLAND
19/8_Maanalainen, Tampere - FINLAND
21/8_PDM at East Sound Studios (Musatuottaja), Helsinki - FINLAND
22/8_Lepakkomies, Helsinki - FINLAND
23/8_Fontaine Palace, Liepaja - LATVIA
24/8_Przychodnia Skłot, Warszawa - POLAND
25/8_Rote Insel, Berlin - GERMANY
26/8_Horazdovice - CZECH REPUBLIC
27/8_TBA
28/8_Hajovna Zilina - SLOVAKIA
29/8_Cult Club, Banská Bystrica - SLOVAKIA
30/8_Protestacja, Lodz - POLAND
31/8_TBA
01/9_DEPO, Riga - LATVIA
02/9_Tallinn/Tartu – ESTÓNIA

Maiores Informações:
PASTEL DE MIOLOS
BLUEINTHEFACE
OZZMOND

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Underground Pub promove show beneficente

O underground Pub é um bar, localizado na Praça João Gonçalves, no centro daqui de Vitória da Conquista frequentado por todas as tribos, do Rock ao pop, do punk ao hip hop, do autoral ao cover. Todo mundo cola lá. Mas Ailton Flores, o proprietário, não é um empresário/empreendedor comum. Nos tempos em que só se pensa em acumular capital, ganhar dinheiro reduzindo custos, Ailton pensa diferente. Se preocupa mais com a qualidade do que com a quantidade de pessoas presentes em seus eventos, e também oferecendo cerveja gelada com preço justo. Outro diferencial, esse bastante difícil de se ver hoje no meio empresarial, é a realização de eventos beneficentes.
Underground Pub - Foto Willinha Soares/BS Produções
No ano passado Ailton promoveu vários eventos para arrecadar alimentos para entidades sociais, como também para arrecadar dinheiro para pessoas necessitadas ou em situações vulneráveis. Só em 2017 conseguiu arrecadar mais de 1.000 quilos de alimentos que doou para entidades como o Anuncia-Me, que distribui refeições diárias para moradores de rua e pessoas carentes, e também fez um evento em benefício da Casa Renascer, que dá apoio a pacientes com HIV que não tem um abrigo para ficar durante o tratamento em nossa cidade.
Ailton entregando doações de um dos seus eventos
Agora, nesse inverno rigoroso, o Underground Pub promove o show Tribos Musicais Contra o Frio, com o objetivo de arrecadar agasalhos e cobertores que serão doados para comunidades carentes da cidade. O evento começa as 19 horas deste sábado (14-07), e contará com sete atrações, incluindo bandas de rock, reggae e DJs, dentre eles o próprio Ailton Flores. Para Igor Sena, vocalista da banda Os Cabeças de Frade, uma das atrações do show, "eventos alternativos como o Tribos Musicais abrem espaço para as bandas da cidade que estão meio que a margem do circuito convencional. Além da oportunidade de poder tocar, esse tipo de evento é importante pois abre um canal de comunicação entre diversos públicos, quebra preconceitos, estereótipos, fortalece a cena alternativa na Serra do PeriPeri além de levantar uma questão social, o frio." - e complementa - "Música é cultura, é arte, mas também é protesto, é revolução. Os Cabeças de Frade agradecem a oportunidade de participar do evento e estamos aí pra fortalecer no que puder."
Então compareça e entre nessa luta contra o frio!
Clique no cartaz para ampliar
Maiores Informações;
Ou na Página do Evento;


terça-feira, 10 de julho de 2018

Lançado o documentário Resistência Hardcore

Já foi publicado aqui no blog algumas matérias sobre audiovisual da cena punk rock hardcore, dentre elas estavam 10 Vídeos de Punk HC para você assistir, além de vários outros vídeos e documentários. Mas nesse tema, documentários, sempre vai surgindo coisas novas. E uma dessas novidades é o Resistência Hardcore, material produzido por André Tótors como trabalho de conclusão do curso de jornalismo de uma faculdade. No filme, de 13 minutos, podemos ver figuras carimbadas da cena brasileira, como o lendário Fellipe CDC, da banda Terror Revolucionário, além de integrantes das bandas Os Maltrapilhos, ARD, DFC, Estamira, dentre outras.
O documentário é quase que didático, mostrando que o Hardcore não é só um estilo musical, mas principalmente um estilo de vida, com uma postura a seguir. Dê o play e fique interado pra não passar vergonha por aí!


terça-feira, 12 de junho de 2018

Antiporcos lança terceiro EP

Trinca Aqui tem Rock Baiano lança novo EP da Antiporcos
A banda baiana Antiporcos acaba de disponibilizar, virtualmente, seu terceiro EP intitulado "Contra o Genocídio do Povo Negro". Lançado pela "Trinca de Selos" Aqui tem rock baiano (Brechó Discos, Bigbross Records, São Rock Discos) o EP conta com cinco faixas e todo o processo de gravação até o lançamento durou apenas 12 dias. Com projeto gráfico de Jesus Guaré, Diego Mira e Pellegrini, o material teve a gravação, produção, master e mix feita de forma caseira, mas nem por isso amadora, por Rodrigo Gagliano, Monstrinho e Kabula.
Com temáticas nas letras contra todo tipo de atrocidades cometidas pelo Estado e seus prepostos, a Antiporcos continua batendo de frente contra o fascismo.
O lançamento, audição e venda do CD físico será dia 14 de Junho de 2018, às 18:30h na loja "Bardos Bardos" (Rio Vermelho, Salvador/Ba).
A banda disponibilizou "Contra o Genocídio do Povo Negro" nas principais plataformas digitais, mas você pode ouvir aqui no Blog Tosco Todo.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

10 vídeos de Punk HC que você precisa assistir


Pesquisando uns vídeos na internet, encontrei uma certa dificuldade em encontrar materiais ao vivo de bandas punk hc com uma boa qualidade do áudio.
Então resolvi fazer esse apanhado de 10 vídeos pra você que quer curtir o final de semana em casa, com o bom e velho punk rock!
dá o play!

1- CÓLERA
Esse DVD do Cólera foi histórico, não por ter sido eu quem produziu, mas por ser talvez o último bom registro com o saudoso Redson nos vocais. Show gravado em Vitória da Conquista, no dia 7 de maio de 2011, teve uma participação de Wendel, hoje o vocalista, na época ainda roadie do Cólera.


2-RATOS DE PORÃO
Nesse show o RDP reuniu a formação clássica do disco "Crucificados Pelo Sistema", com Jão na bateria, Jabá no baixo, Mingau na guitarra e Gordo no vocal. Já nasceu clássico esse show!


3-LIXOMANIA
Lixomania é outra banda clássica do punk brasileiro, surgida em 1979, mas que encerrou suas atividades precocemente, em 83. Em 2012 a banda participou do Festival "O Fim do Mundo, Enfim!" no SESC de São Paulo, e gravou um disco ao vivo com o mesmo nome. Formada por Luiz Cecilio (baixo), Miro de Melo (bateria), Moreno (Voz) e Rogério Martins (Guitarra), a banda continua em atividade.


4-AÇÃO DIRETA
Com 31 anos de estrada, a banda Ação Direta, como o próprio nome diz, sempre fez a correria no underground, de forma autônoma, lançando discos e fazendo turnês, inclusive na Europa.


5-0S REPLICANTES
Muita gente diz que a banda morreu após a saída do vocalista Wander Wildner. Mas não é o que vemos nesse vídeo. Uma banda coesa, direta e transbordando punk rock com os vocais de Júlia Barth. A banda continua em atividade, inclusive lançaram um disco recentemente chamado Libertà. Punk rock nunca morre!



6-INOCENTES
Inocentes é outra banda clássica do cenário nacional. Formada em 1981 por ex-integrantes de duas bandas da periferia de São Paulo, o Restos de Nada e o Condutores de Cadáver., tinha Ariel como seu vocalista, e depois Clemente assumiu o posto. É uma banda que alguns punks tem o pé atrás, devido a mudança de som durante a longa história da banda, tendo inclusive passado por grandes gravadoras. Em alguns discos a banda parecia tentar entrar para o cenário do rock dos anos 80, fazendo um som mais pop. Mas quem já ouviu os discos Miséria e Fome, Pânico em SP e Embalado a Vácuo, sabe que o punk rock sempre esteve presente!


7-DOSE LETAL
Banda surgida em 1995, gravou esse DVD em 2015 em comemoração aos 20 anos da banda. Esse DVD mostra como é resistir no underground, fazendo as coisas acontecerem de forma independente, só com a ajuda dos amigos e fãs. Um registro que tem participação de vários nomes da cena paulista, como o Fernando Feio, da banda Pés Sujos.


Aqui é uma banda de rockabilly num DVD ao vivo, com participação de vários nomes da cena punk paulista, como Barata do DZK, Ariel do Invasores de Cérebros, Fabio Rodarte do Sarjeta, Wendel do Cólera, dentre outros. A banda faz som autoral e manda uns clássicos do punk nacional.  


9-CAMA DE JORNAL
Sou suspeito de falar sobre esse projeto do DVD de 10 anos da Cama de Jornal, pois sou integrante da banda. Gravado em praça pública, o que tenho a dizer é que foi foda fazer esse show, ter a participação de vários amigos e parceiros no projeto, inclusive com uma participação histórica de Redson, cantando com a gente. Nunca vou me cansar de ver isso!


10-DELINQUENTES
Banda de Belém, no Pará, fez esse registro maravilhoso também em praça pública, com um público insano! Com Jayme Katarro no vocal, a banda formada em 1985, transita entre o punk, hardcore e crossover, sendo uma das mais antigas em atividade na região.



Se você chegou até aqui, é porque tem interesse de conhecer mais sobre a cena nacional. Caso tenha sugestão de algum DVD ou show de alguma banda com uma boa qualidade e que não entrou nessa lista, é só deixar link nos comentário, que vamos atualizando sempre isso aqui!

terça-feira, 5 de junho de 2018

Rock do Bem ajuda moradores de rua

Clique na imagem para ampliar
O Rock do Bem surgiu, em Porto Alegre, da vontade de ajudar instituições e organizações sem fim lucrativos através do rock’n’roll, criando espaços para bandas independentes mostrarem seu trabalho e de quebra arrecadar doações para ajudar a quem precisa.
Essa é a 2ª edição do evento dentro do projeto Rock do Bem, que contará com a participação de quatro bandas do cenário local, com ingressos sendo vendidos a R$ 10,00.
O valor arrecadado será convertido em doações para os Cozinheiros do Bem – Food Fighters, projeto criado por um grupo de chefs de cozinha de Porto Alegre, que se reúne toda semana em diversos pontos da cidade para distribuir refeições a moradores de rua e pessoas em situação de risco social na capital. Também serão recolhidas doações de roupas, sapatos e cobertores para a Campanha do Agasalho 2018.
O evento será realizado no Entreato, na Cidade Baixa, lugar ideal para reunir amigos, curtir a noite e uma boa música. Dessa parceria surgiu o Brick do Bem, combinando música, entretenimento e amor ao próximo.
Contando com bandas como Pela Ordem, quinteto formado em 2016, que traz várias versões rock n’roll de clássicos nacionais e internacionais de todas as épocas. Outra atração é a banda Eletroacordes, trio autoral de Porto Alegre atuando há 8 anos nos palcos gaúchos, que apresentarão uma música eclética, passando pelo blues, jazz, pop, rock psicodélico e anos 70. O evento contará também com a banda Eletroválvulas, um Power Trio de Porto Alegre formado em 2015, que segue no embalo de seu hard blues rock autoral. Encerrando a lista de atrações, o evento terá ainda a banda Base Sonora, que apresentará clássicos que embalaram gerações inteiras. De Led Zeppelin à Madonna, de Black Sabbath até Blondie, passando pelo melhor do Pop e do Rock Nacional e Internacional fazendo uma grande Base Sonora.
SERVIÇO
Brick do Bem
Dia: 10 de junho de 2018 – domingo
Horário: 16h às 22h
Ingresso visitante: R$ 10,00
Local: Entreato Cidade Baixa – Rua da República, 163 – Porto Alegre (RS).

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Pecados Capitais lança single e prepara novo CD

Pecados Capitais- Rock and Roll de Coaraci-Ba
A banda baiana Pecados Capitais, da cidade de Coaraci, acaba de lançar o single "Trabalhar até Morrer". O material precede o lançamento do novo CD da banda, previsto ainda para 2018.
A Banda surgiu no final de 2013 e passou por algumas mudanças de formação, o que de certa forma trouxe novas experimentações para o grupo com uso de teclados, violão, bandolim, gaita, etc.
A banda já havia lançado um EP, intitulado “Jardim das Delícias Terrenas” com 7 canções (ouça aqui). Dentre elas, estava a canção “O Sintoma do Universo”, que posteriormente virou clipe (assista aqui).
Tive a oportunidade de ver um show dos caras mês passado, e é visível as várias influências dentro do rock, como também do blues, jazz, funk, folk, fusion e alguns elementos de música brasileira. A Banda atualmente é formada por Ícaro Ribeiro (Guitarra, vocal), Anderson Ribeiro (Teclados, vocal), Rodrigo Santos (Baixo) e Saymon Santos (Bateria).
A Pecados Capitais promete gravar canções com uma sonoridade mais pesada e com letras ácidas que visam  falar do nosso cotidiano. Gravado e mixado no Estúdio 878, na cidade de Itabuna-Ba, o single foi masterizado em São Paulo. Dá o play pra assistir a música com letra, ou o video de estúdio abaixo!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Festival São Hell Rock City terá 9 bandas

Neste sábado a chama do rock vai incendiar São Leopoldo com o melhor do estilo! O Vale dos Sinos é a meca underground das bandas gaúchas na 3ª edição do São Hell Rock City, na Embaixada do Rock. Tudo acontece no dia 26 de maio, a partir das 19h com 9 bandas. A produção é da Vedita Productions. Ingressos no local ou antecipado com as bandas a R$ 10.
As atrações são: Discrença (D-Beat/Raw Punk - Esteio); Eduardo Branca (Rock'n'Roll - Porto Alegre); Eletroacordes (Rock - Porto Alegre); Mephistor (Heavy Metal - São Leopoldo);  Punkzilla (Punk Rock - Porto Alegre); Ripping My Soul (Trash Metal - Porto Alegre);  Sangria Desatada (Hard Rock - Porto Alegre); Visagge (Punk Rock - Canoas); e Year Zero (Tributo ao Ghost/Doom Metal -Portão).
O sucesso das duas edições anteriores sustentam a realização do atual encontro underground. Para o produtor da Vedita, Robson Elias Vaz, o apoio, as parcerias e adesão de bandas e artistas de outros municípios revelam o movimento em torno da valorização da música em suas mais variadas vertentes.  “A cena independente da região e Capital concentra todos os estilos – hard core, punk rock, rock'n'roll, blues, heavy metal, trash metal, etc.  – em uma amostragem para todos os gostos”, aponta.
Para Rodrigo Vizzotto, vocalista e baixista da Eletroacordes, um festival como esse vem para "reforçar a cena underground, oportunizar a apresentação dos trabalhos das bandas independentes sem espaço na mídia, possibilitar a produção de eventos para mobilizar os espaços locais, e quem sabe até, economicamente para bares ou pubs que cedem o palco para artistas autorais. Esses são alguns dos pontos que considero essencial para manter em movimento a sobrevivência do rock, ou de outros estilos, do metal ao punk. Acredito que só assim se faz uma cena mais forte para fazer 'acontecer' e até aproximar produtores, bandas e quebrar a hegemonia de gêneros mais apelativos".
Eletroacordes: Yuri Passos (guitarra), Mateus Melo (bateria), Rodrigo Vizzotto (voz e baixo)
Para Diego, baixista da banda Punkzilla, o São Hell Rock City "é um evento muito importante, pois está agitando a cena underground na região do Vale do Sinos, que estava precisando de um sopro de energia desses. As duas primeiras edições lotaram a casa e já está se formando uma cultura em torno disso. É muito bacana estar participando de algo que está surgindo dessa forma."
Punkzilla: Luciano-guitarra, Diego-baixo, Gabriel-bateria e Francis Fussiger-vocal
Serão horas ininterruptas e de intensidade da produção da cena independente da região, com apresentação de 30 minutos para cada banda, promovendo a união entre os estilos e mantendo vivo o underground. A efervescência dos festivais locais na Embaixada do Rock e arredores credencia também o São Hell como um dos mais representativos neste último ano.
A Embaixada do Rock fica na Rua Presidente Roosevelt, 806, Centro, São Leopoldo (RS). Cobertura do evento por conta da Metal Despacho. Saiba mais pelo link do evento!

Com colaboração de divulgação de Rodrigo Vizzotto.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Câmbio Negro HC lança novo disco

O ano era 2012, e não me lembro bem como tive o primeiro contato pela internet com Nino, baterista do Câmbio Negro HC. Único integrante remanescente da formação original, ele se disponibilizou a falar sobre uma possível volta da banda naquele ano. A conversa alongou e acabamos falando sobre toda a história do Câmbio Negro HC, desde o início, passando pela gravação dos discos até a cena de Recife naquela época (Leia aqui).
Recentemente o selo Microfonia organizou um CD tributo com várias bandas tocando o disco "O Espelho dos Deuses", e deu ao projeto o ótimo nome de "O Reflexo do Espelho". Esse tributo é realmente todo o reflexo do trabalho iniciado pelo Câmbio Negro HC, lá atrás, quando lançaram o primeiro LP de uma banda de Hardcore do nordeste brasileiro em 1990.
Aí essa semana recebo a notícia de que o Câmbio Negro HC acaba de lançar um novo disco. Na hora já fui escutar o link que a banda disponibilizou no bandcamp.
Entrei em contato com Nino, pra saber se além do disco, a banda iria retornar as atividades de shows.
Bora que a conversa foi boa.
Bruno (esquerda), Igor (sentado), Jader e Nino - Cambio Negro HC 2018 
Câmbio Negro HC surgiu em 1983, gravou o primeiro LP em 90, o segundo disco em 92, e o ultimo material lançado tinha sido de 1997. 21 anos depois a banda ressurge com o álbum "Primitivo". É um disco sobre a evolução do Câmbio Negro HC? Ou de uma volta às origens? Ou nada disso?
Nino - O ‘Primitivo’, na verdade é tudo isso, a essência do Câmbio Negro HC e a experiência que a banda adquiriu ao longo do tempo. Cuidamos para que o disco saísse cru e verdadeiro sem esquecer a qualidade de captação e produção técnica e gráfica. É inegável que o ‘Primitivo’ seja um álbum muito mais maduro que os anteriores, mas, principalmente, produzido com a mesma verdade que sempre norteou a banda.

O disco teve a participação do antigo vocalista, Pesado, hoje na banda Aorta. Como foi essa reaproximação?
Nino - A faixa “Câmbio Negro”, que abre o álbum, foi composta ainda na década de 80 e sempre foi muito apreciada por Pesado, então, quando resolvi incluir essa música no ‘Primitivo’, achei que seria uma boa maneira dele fazer parte disso e uma satisfação recíproca ele participar junto com Igor. Foi o que aconteceu.
Pesado - Ex-vocal do Câmbio Negro HC e hoje na banda Aorta
Conversei com Pesado sobre isso. Como foi gravar com o Câmbio Negro HC depois de tanto tempo?
Pesado - Foi uma satisfação incrível fazer essa participação, ainda mais cantando uma das músicas preferidas por mim. Fiquei contente em ver a CNHC ativa e gravando. As músicas estão ótimas e o astral da banda muito bom. Toda força aos caras e stay hard!

Além de Pesado o disco tem a participação de Silvio, vocalista do Karne Krua, outro ícone do punk/HC nordestino e por que não dizer do Brasil. Vocês voltaram com tudo, hein?
Nino - Pois é, o foco foi a nossa essência e eles fizeram parte disso. Então, deixamos registrado o nosso reconhecimento por toda a contribuição ao Câmbio Negro HC e ao Punk Rock brasileiro.
Silvio Campos do Karne Krua fazendo a gravação com o Câmbio Negro HC
Conversei também com Silvio. Como foi receber esse convite para participar do novo disco do Câmbio Negro HC?
Silvio Campos - Cara, eu fiquei muito feliz pelo convite da banda, e em específico o Nino com quem eu me relaciono há anos e construimos uma amizade. O mais bacana pra mim foi poder participar de um momento e de um trabalho de uma banda muito significativa na cena nordestina, no que diz respeito a música pesada e de contestação.  Além de ter o Câmbio Negro HC como influência e referência.

A banda tinha voltado em alguns shows alguns anos atrás. Daquela formação da volta, algum integrante continua, ou você juntou outra galera?
Nino - Não, o ‘Primitivo’ foi produzido com uma nova formação.

Igor, o novo vocalista, tem um timbre bem parecido com o de Pesado. Como tem sido essa experiência?
Nino - A melhor possível, Igor é um grande vocalista e alguém de fácil convívio. Estamos sempre nos divertindo nos ensaios, sempre com papos leves e uma energia boa. Além disso, Igor e Jader (guitarrista) são bem mais novos do que eu e Bruno (baixista), então há um equilíbrio que favorece para termos uma nova perspectiva no aspecto musical.

Eu achei "Primitivo" o disco mais punk rock do Câmbio Negro HC. É impressão minha, ou isso foi proposital? A idéia era voltar a origem do punk rock?
Nino - Eu acho o “Primitivo” a cara do Câmbio Negro HC tanto quanto “O Espelho dos Deuses”. Se a gente for considerar o ‘andamento’ das faixas eu pergunto: quais as faixas que mais marcaram o Câmbio Negro no primeiro álbum e qual o andamento delas? Proporcionalmente, eu não vejo grande diferença no andamento de ambos, mas isto nunca foi a nossa preocupação. É comum se classificar o estilo através do andamento das músicas, mas, essencialmente, tudo isso é Punk Rock. E nós somos uma legítima banda de Punk Rock. 
É também um disco com músicas rápidas e diretas. Como foi o processo de composição das músicas? Pelo que vi o disco foi produzido pela própria banda ou estou errado?
Nino - Sim, nós o produzimos. Não há uma fórmula pra compor um disco de Punk Rock/Hardcore, não no nosso caso. Só cuidamos para que sempre saia algo verdadeiro.

E agora, quais os planos? A banda pensa em sair em turnê pelo Brasil? Algum clipe de música do disco, um documentário, o que vai rolar?
Nino - A nossa ideia é produzir um clipe e fazer alguns shows pra divulgar o ‘Primitivo’ e vender algum material, já estamos em negociação pra isso. Paralelamente, estou escrevendo um roteiro para um documentário bastante completo sobre o Câmbio Negro HC.

Essa é a segunda entrevista que faço com você, a primeira foi uma das mais lidas nesse blog tosco. Agradeço demais a atenção, o espaço é seu mais uma vez!
Nino - Será sempre uma satisfação pra mim. Obrigado! Vou aproveitar a oportunidade e deixar aqui alguns links para as pessoas se conectarem ao Câmbio Negro HC e acompanharem mais de perto o que ta rolando e o que ainda vem por aí:
Siga o Câmbio Negro HC no Instagram: Instagram.com/cambionegrohc.oficial/

sábado, 7 de abril de 2018

Asfixia Social lança single antecipando novo álbum

Asfixia Social-Rodrigo (esquerda), Kaneda, Rafael (acima) e Leonardo.
A banda Asfixia Social, de origem do ABC e Zona Sul de São Paulo, antecipando o novo álbum de inéditas, acaba de lançar o single “Sistema de Som(a)". Influenciada pelo punk e hip hop, flertando com o rock, rap, ska e hardcore, a banda mostra no single "Sistema de Som(a)”, a força das ideias e toda musicalidade que estará presente no álbum “Sistema de Soma: A Quebrada Constrói”, já em processo de mixagem e com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2018.
O single “Sistema de Som(a)” é o primeiro lançamento do Asfixia Social desde o álbum “Da Rua Pra Rua” (2011), que levou a banda para diversos festivais, além de uma turnê em Cuba, que gerou o excelente registro em DVD “Cuba Punk - Asfixia Social”.
“Sistema de Soma: A Quebrada Constrói” foi produzido por Marcelo Sampaio (Estúdios Top Noise). Nesse disco a banda consolida a nova formação com Kaneda Mukhtar (Vocais, Rimas, Trompete e Trombone), Rafael Santos (guitarras e voz), Leonardo Oliveira (Baixo e Voz) e Rodrigo Silva (Bateria).
Em "Sistema de Som(a)", a banda destaca a força coletiva da música e da cultura de rua no Brasil e no mundo, diretamente influenciado pelos Sound Systems jamaicanos surgidos nos anos 50 e pela poesia do abolicionista baiano Castro Alves, revivendo seu texto "Saudação a Palmares", de 1870.
Esse single é um mix de ska, rap, rock, samba, funk/soul, e teve participações especiais do trombonista Bocato, do italiano Gabriel Rosati no trompete, do sambista Petróleo e do DJ Tano (Z'África Brasil).
“Sistema de Soma: A Quebrada Constrói", será lançado em formato de Disco-Livro contendo as poesias que inspiraram o disco e ilustrações de alunos de 10 escolas públicas de São Paulo por onde a banda realizou oficinas de poesia, hip hop e shows.
Da rua pra rua, a quebrada constrói!
Dá o play!
Informações e Contatos
Email - showsasfixia@gmail.com
WhatsApp - (11) 981939508
Site - www.asfixiasocial.com.br

terça-feira, 3 de abril de 2018

Duo espanhol W.A.B. lança single

W.A.B. - Alëksa Kaos e Drake Brenno. 
O duo espanhol White And Black prepara o lançamento do seu primeiro álbum. A dupla formada por Drake Brenno na bateria e vocais, e Alëksa Kaos na guitarra e vocais, acaba de divulgar o primeiro single, "Drunk with power", que fará parte de seu álbum de estreia “…and kill the worms”.
Com influências de Discharge, a W.A.B. vem com um som visceral e rápido e uma narrativa que passa pela violência e alienação humana.


Baseado no lema "faça você mesmo", o álbum “…and kill the worms” foi produzido e gravado pela banda e em breve será lançado em formato digital e físico pelo seu próprio selo, Suburban Attack Records. Dê o play!

sexta-feira, 30 de março de 2018

Jacau lança CD Banzo

A banda baiana Jacau, da cidade de Itabuna, acaba de lançar seu novo CD. Intitulado “Banzo”, esse material vem com um som rápido e agressivo, característica marcante da banda. Em Banzo a Jacau vem com a temática das letras sobre períodos da escravidão no Brasil, que, de maneira velada, infelizmente persiste até hoje.
Gravado no estúdio 878 em Itabuna, com apoio da Cma digital, o álbum conta com 15 faixas. Destaque para a parte gráfica e ótima qualidade da gravação. O Disco esta disponível em CD, que foi produzido pela trinca de selos; Brechó DiscosBig Bross Record e São Rock Disco e pode ser adquirido também diretamente na pagina da banda e dos apoiadores do projeto:
Betometalmania: loja em Itabuna-Ba
O show de lançamento acontecerá em Itabuna, no Centro de Cultura Adonias Filho, as 14 horas, no dia 8 de Abril com entrada franca, e contará, além da Jacau, com a participação das bandas Second Face e Ruarez.
Dá o play em Banzo, e se estiver por perto, cola no show!



Contatos:

Ouça Jacau no:

quarta-feira, 21 de março de 2018

Os Replicantes lança Libertà

A história da banda Os Replicantes é parte grande da história do rock gaúcho. Formada em 1983, numa garagem, por amigos que queriam fazer punk rock, depois de várias tentativas, a banda finalmente consegue fazer sua primeira apresentação no quintal da casa de um amigo. Disso para o primeiro show não demorou muito. Era 1984, e conseguiram gravar a música "Nicotina" num estúdio simples, de 4 canais, com a ajuda de Carlos Eduardo Miranda.
A partir daí, entram de fato para a história do rock gaúcho ao produzirem um clipe para a música Nicotina, se tornando a primeira banda do estado a conseguir esse feito.
A banda então se desponta no cenário da região e consegue um contrato com a gravadora RCA e gravam o LP "O Futuro é Vortex", em São Paulo.
De lá para cá, com algumas mudanças na sua formação, a banda lançou vários materiais em LP, CD e DVD, e em 2006 surge a vocalista Júlia Barth, substituindo Wander Wildner, e que posteriormente grava o disco "Os Replicantes 2010".
E agora em 2018, a banda surge com "Libertà". Um disco cru, direto, punk rock do começo ao fim! Formada por Júlia Barth, Heron e Claudio Heinz e Cleber Andrade, nesse disco Júlia se mostra bem mais a vontade, e destila todo seu ódio e repúdio em músicas como "Feminicídio" e "Não me leve a mal".
Outro destaque é a qualidade do material, desde a gravação até a parte gráfica. Com foto de capa produzida por  Fábio Alt, o disco foi gravado no estúdio Marquise 51, com produção da própria banda juntamente com Davi Pacote, baixista da banda Tequila Baby.
É punk rock clássico, dá o play!!!

CONTATOS:
Site Oficial: osreplicantes.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2018

Cólera Lança novo CD

Foi disponibilizado a versão digital do novo CD da banda paulistana Cólera. Dedicado em memória ao saudoso Redson Pozzi, vocalista, falecido em setembro de 2011.
Após a morte do vocalista do Cólera, o roadie Wendel assumiu os vocais, e passaram pela banda os guitarristas Cacá Saffiotti (Garotos Podres) e Anselmo Pessoa (Skamoondongos). Com a entrada de Fábio Belluci a banda estabiliza a sua formação para a gravação do disco. Conversei com Pierre uma vez em São Paulo e ele me falou que antes de Redson morrer, eles já vinham compondo esse CD novo, e que tinham algumas gravações de ensaios do álbum, que inclusive acabou entrando de bônus do disco com três sons cantados por Redson. Mas para finalizar o material, todos da atual formação participaram das composições. O disco teve ainda a co-autoria de Alonso Goes (Asfixia Social) nas faixas 1, 2, 5, 7, 8 e 11.
Fábio, Pierre, Wendel e Val. Cólera 2018.
 "Acorde! Acorde! Acorde!" foi coletivamente financiado pelos fãs via Catarse. A arte da capa ficou com o grande artista pernambucano Wendell Araújo (Nark/Eu o declaro o meu inimigo). Produzido pelo João Noronha e distribuido pelo selo EAEO Records, o novo CD será lançado no Sesc Pompéia, em São Paulo no dia 22 de Março.
O "Acorde! Acorde! Acorde!" era um projeto muito esperado, que devido a morte de Redson, ficou por alguns anos sem sair do papel. Numa primeira audição já é perceptível que a banda vem com a mesma pegada de sempre, com Wendel chegando muito próximo do timbre de voz de Redson. O disco vem também com arranjos de metais (trompete, trombone e sax), mas que também não é uma novidade em se tratando de Cólera, visto que a banda já tinha usado esse expediente no álbum "Deixe a terra em paz", gravado em 2003.
Enfim, esse é um CD que esperamos por anos, e agora é hora de ouvir com calma, e sentir a sensação de que o grito de Redson não foi em vão!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Lançado documentário "A urgência nossa de cada dia"

Ando sem movimentar o blog pelos mais variados motivos que não convém dizer aqui. Mas volto divulgando o documentário "A urgência nossa de cada dia", lançado essa semana, e achei que não poderia deixar passar batido. Produzido em Salvador-Ba, com direção de Deniere Rocha, o filme independente mostra a rotina de uma banda underground, no caso a Unkilled (que prepara um EP para ser lançado ainda esse ano), se apresentando dentre outros locais, no festival Arranca Canela, clássico dentro do cenário da região da capital baiana. Em um resumo grotesco (Tosco Todo), o documentário mostra que se você tem banda ou produz algo no cenário underground, tem que parar de reclamar, levantar a bunda da cadeira e correr atras do que você acredita! Conversei com Deniere e também com Elessandro, baixista e vocalista da Unkilled. Dê o play e depois leia a entrevista!
É visível que o documentário foi feito de forma independente, provavelmente sem recursos e equipamentos ideais. Nos fale mais sobre o processo de produção do material.
Foi na base do faça você mesmo?
Elessandro - A ideia e produção do documentário foi de Deniere.
Deniere - O documentário foi realizado de forma TOTALMENTE independente!! Precisei, apenas, de um celular, criatividade, paciência, algumas noites sem dormir e muita disciplina. O material bruto apresentava vários problemas técnicos e eu tive que consertar muita coisa na pós-produção. Foram 7 horas de material bruto para resumir em, aproximadamente, 20 minutos. As entrevistas foram gravadas em cinco dias. O trajeto e a apresentação da banda foram gravadas em um dia. As imagens de outros shows eu já tinha aqui, pois filmei esporadicamente, quando fui prestigiar os meninos. Escolhi o Arranca Canela por ser um evento de rua, por eu ter amizade com a galera do Coletivo dos Pombos, (que organiza o evento), as condições técnicas de iluminação favoreceram também e por achar que é um evento que representa bem a cena underground de Salvador. A escolha da banda Unkilled se deu por eu ter mais proximidade com a galera, o que facilitou bastante para nossos encontros.
Seguimos a ideia do "FAÇA VOCÊ MESMO". Quando coloco no título "nossa urgência", quero mostrar que essa urgência de criar, de produzir, transformar nossas inquietações em algum tipo de manifestação artística, seja ela música ou filme, é uma urgência em comum de todas as bandas do meio underground e minha. E quero ressaltar: a galera da banda Unkilled, representou muito bem a urgência de todos que estão inseridos na cena.
O que lhe motivou a fazer esse registro?
Deniere - Frequento a cena underground de rock em Salvador desde 2011. E sempre senti uma inquietação, vontade de contribuir, criar! Já tentei entrar (como guitarrista) em bandas, mas nunca deu certo. Então, parei de bater na mesma tecla e vi que podia somar de outra forma. Como estou me inserindo no ramo do audiovisual, pensei que seria uma boa maneira de contribuir. Conheço e tenho amizade com várias pessoas da cena, principalmente, com os meninos da banda Unkilled. Diante disso, sei das dificuldades, das superações e da vontade incessante que eles tem em tocar e continuar fazendo parte disso tudo. Pensei: Por que não transformar essa urgência em um filme? Por que não documentar e tornar acessível para o maior número de pessoas? Por que não fazer isso de forma independente, também? Queria retratar a cena de uma forma mais profunda. Não queria falar da cena por falar. E o documentário é isso, um pouco do meu olhar e a imersão na vivência dos meninos da banda Unkilled, que foi escolhida para representar todas as outras bandas e coletivos.
Qual a importância de um registro como esse?
Elessandro - A importância é gigante, pois falamos ali das dificuldades que passamos, acredito que a maioria das bandas vão se identificar. Em Salvador temos muita dificuldade com transporte e horário de sons, disponibilidade de casas para tocar, que estão escassas e também a falta de segurança, porque não temos garantia nenhuma que voltaremos de boa pra casa depois de um som. Então no documentário fica uma demonstração para o publico sobre o quanto que uma banda underground se entrega pra passar um som pra galera, pois nos desdobramos pra fazer uma apresentação. De certa forma esperamos melhoria, não só pra Unkilled, mas para as outras bandas em geral que fazem esse corre exatamente na mesma pegada que o nosso.
Deniere - Como estamos imersos numa cultura onde o audiovisual tem uma força gigantesca, acredito que é uma forma de apresentar e divulgar o trabalho da galera independente a um maior número de pessoas, sejam elas adeptas ou não da cena underground. A internet possibilita isso: ultrapassar fronteiras. Não é mesmo? E espero que consigamos!
Contatos:
Deniere Rocha
Unkilled

sábado, 20 de janeiro de 2018

Aqui tem Rock Baiano!

Pra quem não acredita no bordão "a união faz a força" a Trinca de selos independentes Brechó Discos, Bigbross Records e São Rock Discos, está aí para provar o contrário.
A Trinca acaba de nos presentear com uma coletânea, ou um anuário, com toda a diversidade criativa da cena rock baiana lançada pelos selos. A coletânea viaja por variados estilos, passando pela surf music, folk, punk rock, Metal, alternativo, pop, blues e experimental. É um prato cheio, uma verdadeira moqueca de sons , para saciar sua fome pelo rock autoral do estado.
Dê o play e aumente o volume...porque AQUI TEM ROCK BAIANO!!!

CONTATOS:
Bigbross Records
Brechó Discos
São Rock Discos

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Lançado curta sobre a banda Cérebro de Galinha

A banda Cérebro de Galinha ficou conhecida no underground brasileiro ao postar um vídeo de um de seus ensaios em um velho barracão abandonado, na cidade de Marabá. O vídeo teve milhões de visualizações no facebook.
No documentário, dirigido por João Cantarella, vemos a banda em outubro de 2017 em sua primeira tocada em São Paulo. O filme mostra que eles tiveram que abrir mão de muita coisa para realizar o sonho de tocar e gravar na capital paulista. Tudo captado com um olhar simples, sem maquiagens de edição, e que mostra um grande exemplo de força, perseverança e coragem da banda. Dê o play e veja como é difícil fazer acontecer no underground. Mas a lição que fica, é que não é impossível.
Ficha técnica:
Direção / Edição: João Cantarella
Direção Fotografia.: Leandro Mantovani
Assistente de Edição.: Julia Noir
CONTATOS:
Facebook.com/cerebrodegalinhahc